Só há acordo se ricos pagarem mais impostos, diz Obama

O Presidente dos EUA, o democrata Barack Obama, avisou hoje os seus adversários republicanos que só haverá acordo orçamental se estes cederem no aumento dos impostos sobre os ricos, noticia a agência AFP.

Durante uma entrevista à televisão Bloomberg, a quatro semanas do designado precipício orçamental, Obama pareceu deixar pouco espaço para a negociação, ao recusar especificar se a taxa de imposto dos mais ricos devia atingir os 39,6 por cento em vigor durante a Presidência de Bill Clinton (1993-2001).

O apelidado 'precipício orçamental' designa os efeitos da conjugação de uma subida forte de impostos, mesmo para os rendimentos mais baixos, e de cortes automáticos na despesa pública, para reduzir o défice orçamental, a entrar em vigor em 02 de janeiro na ausência de um acordo entre democratas e republicanos.

"É possível um acordo", garantiu o Presidente, especificando: "Vai ser preciso que as taxas de imposição dos dois por cento [mais ricos] aumentem, e não chegaremos a um acordo sem isto".

Obama e os republicanos, que dominam a Câmara dos Representantes, divergem sobre a forma de equilibrar as contas, com os conservadores a pretenderem que isto se consiga sem aumento de impostos. Por seu lado, Obama quer deixar expirar os benefícios fiscais atribuídos aos mais ricos, em 2001 e 2003, durante a Presidência do republicano George W. Bush.

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