'Sandy' obriga tripulação da "Bounty" a abandonar navio

O furacão "Sandy" forçou os 17 membros da tripulação do veleiro "HMS Bounty" a abandonar o navio, em botes salva-vidas, disse hoje a Guarda Costeira dos Estados Unidos.

A tripulação vestiu trajes de sobrevivência em água fria e coletes salva-vidas e abandonou o "Bounty" em dois botes salva-vidas com capota, e capacidade para 25 pessoas, após o navio ter sido apanhado na tempestade provocada pelo "Sandy", a 90 milhas (144 quilómetros) a sudeste de Hatteras, ao largo do Estado norte-americano da Carolina do Norte.

O proprietário do navio, construído para o filme de 1962 "Revolta na Bounty" (com Marlon Brando) e que aparece também no filme "Piratas das Caraíbas" (com Johnny Depp), disse ter perdido o contacto com a tripulação, no domingo à noite.

Mais tarde, o centro de comando da Guarda Costeira, em Portsmouth, recebeu um pedido de socorro, confirmando que o navio estava em perigo e a localizar a posição da embarcação.

"O navio estava a meter água e sem propulsão", disse o comunicado da Guarda Costeira, acrescentando que no local de faziam sentir ventos de 65 quilómetros por hora e ondas de cinco metros.

O atual "HMS Bounty" é uma réplica do navio britânico do mesmo nome, conhecido pela revolta da tripulação, que teve lugar no Taiti, em 1789.

No mais recente comunicado, a Guarda Costeira disse que está a seguir a situação, para determinar a "ocasião mais imediata" para enviar para o local aeronaves ou navios de salvamento.

O "Sandy" regista ventos máximos de 120 km/hora e avança no sentido nordeste a uma velocidade de 24 km/h, devendo atingir o território norte-americano entre o estado de Delaware e o sul de Nova Jérsia, segundo o Centro de Furacões dos Estados Unidos.

Os efeitos do furacão deverão fazer-se sentir desde Washington a Nova Iorque, onde já foi ordenada a retirada de 375.000 pessoas.

Em Washington, Nova Iorque e Filadélfia foram suspensos os serviços de transportes públicos e na capital norte-americana todos os serviços públicos estarão encerrados, a par de várias instituições, como o Fundo Monetário Internacional.

O presidente norte-americano, Barack Obama, declarou o estado de emergência nos estados de Massachusetts, Maryland, Nova Iorque e Columbia.

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