Putin mantém veto à "propaganda homossexual" nos JO

O Presidente russo, Vladimir Putin, mantém o apoio ao controverso veto à divulgação de "propaganda homossexual" junto de crianças, mas garantiu que gays e lésbicas não serão perseguidos durante os Jogos Olímpicos de Inverno.

"Não proibimos as relações sexuais não convencionais entre as pessoas", frisou Putin perante um grupo de voluntários que vão trabalhar nos Jogos Olímpicos de Inverno, que se realizam na cidade de Sochi, dentro de três semanas.

Uma das voluntárias dirigiu-se a Putin para lhe perguntar como é que, se havia uma proibição sobre a "propaganda gay", o uniforme dos voluntários tinha as cores do arco-íris, símbolo utilizado pelo movimento internacional pelos direitos das pessoas lésbicas, gays, bissexuais, transgéneros e intersexuais (LGBTI). O Presidente russo respondeu: "Se acha que fui eu que concebi o uniforme, está muito enganada."

O que existe é "uma proibição sobre a propaganda da homossexualidade e da pedofilia", esclareceu o chefe de Estado russo. "Não proibimos nada e não prendemos ninguém", assegurou, concretizando: "Podem ficar descansados, mas deixem as crianças em paz, por favor."

Estas declarações vão no mesmo sentido da posição assumida no ano passado pelo vice-primeiro-ministro russo, Dmitry Kozak, quando apelou aos atletas homossexuais para "continuarem com a sua vida privada... mas não envolverem crianças".

O movimento internacional pelos direitos dos homossexuais tem apelado ao boicote aos Jogos Olímpicos de Inverno de Sochi, em protesto contra as declarações dos dirigentes russos.

O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou que a delegação olímpica não incluirá dirigentes no ativo, mas sim várias figuras desportivas assumidamente homossexuais.

Apelando à consideração pelas "tradições e cultura" próprias, Putin recordou que a Rússia "trata todos os parceiros com respeito".

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