Protestos na Venezuela já fizeram 28 mortos

O balanço oficial das vítimas mortais dos protestos na Venezuela, que duram há mais de um mês, foi divulgado pela procuradora-geral venezuelana, Luisa Ortega Díaz, à margem de uma reunião do Conselho dos Direitos Humanos da ONU, em Bruxelas.

"No total, há 28 mortos", afirmou Diaz, precisando que entre estas vítimas há um procurador e três membros da Guarda Nacional. Desde o início dos protestos a 4 de fevereiro contra a insegurança, a inflação e a escassez de bens essenciais e do início da violência, no dia 12, já foram registados também 365 feridos. Entre estes 109 eram membros das forças de segurança.

"O direito a protestar não é absoluto", defendeu a procuradora-geral, explicando que "os cidadãos têm o direito de se manifestar pacificamente e sem armas".

"O que começou na Venezuela como uma manifestação pacífica transformou-se em violência e em caos", afirmou, precisando que as autoridades já apreenderam, durante os protestos, 25 armas de fogo, material explosivo (C4) e 200 engenhos incendiários.

Segundo a responsável, há 106 pessoas detidas por causa da violência e foram abertos 42 inquéritos após denúncias de violações de direitos humanos por parte das autoridades.

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