Presos querem indemnização por serem viciados em álcool

Cinco homens que estão detidos no Departamento de Correção de Idaho, nos Estados Unidos, com acusações que vão desde homicídio até posse de droga, querem processar companhias que fabricam vinho e cerveja pelos crimes que cometeram.

Os homens concordam que o álcool foi responsável pelos seus crimes e querem processar oito das maiores companhias mundiais que o fabricam em quase 800 milhões de euros, dizendo que estas os deveriam ter avisado que o seu produto era viciante.

Os presos dizem que as companhias Miller Brewing Company, Anheuser-Busch, Adolph Coors, Brown-Furman, American Brands Inc, Pepsi-Cola, RJR Nabisco, Gallo's Winery, Ernest Gallo e Julio Gallo Winery não agiram conforme a lei ao não informar os consumidores que o álcool pode desenvolver habituação. Apesar de tudo, os homens não têm advogado para conduzir o processo e as empresas nem sequer responderam às acusações dos homens.

Keith Brown, que foi condenado a 15 anos de prisão por balear um homem até à morte no Idaho, há cinco anos atrás, diz que se desviou para o caminho errado desde que provou licor, quando ainda era jovem. Brown acha que como resultado do alcoolismo passou quase 30 dos seus 52 anos preso. "Passei grande parte da minha vida na prisão por causa de situações que aconteceram devido ao álcool, ou onde ele desempenhou o principal papel. Em nenhuma altura da minha vida, antes de me tornar alcoólico, foi informado que o álcool criava hábitos e era viciante", acrescenta.

O caso é similar a um processo que ocorreu em fevereiro passado envolvendo uma tribo índia de Dakota do Sul, que acusava duas companhias produtoras de cerveja e uma loja de venda de bebidas de contribuírem para o grande número de alcoólicos na reserva onde viviam. Um juiz encerrou o caso em outubro, dizendo que diz respeito a leis estatais e não a assuntos federais.

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