Portugueses impedidos de ver lojas destruídas

Portugueses proprietários de estabelecimentos comerciais que no sábado foram destruídos pela explosão de uma refinaria, na Venezuela, tentaram hoje aproximar-se do local mas foram barrados pela Guarda Nacional (polícia militar).

"Desta vez estive mais perto do que antes, mas a Guarda Nacional apercebeu-se que estava a tentar passar e impediu-me de avançar", explicou telefonicamente à Agência Lusa, um dos portugueses afetados.

O emigrante adiantou que continua a sair da refinaria uma "nuvem de fumo e chamas" e que o papel da Guarda Nacional é mesmo impedir que as pessoas cheguem à zona, no sentido de proteger as suas vidas.

"As autoridades trabalham para controlar o incêndio e evitar que aqueçam outros depósitos de gás, porque se isso acontecer poderá haver mais explosões", disse à Lusa.

A fonte referiu também que as autoridades estão a impedir a passagem para Judibana, uma localidade dormitório próxima do complexo da refinaria, para áreas como a do antigo aeroporto.

Segundo o ministro venezuelano de Energia e Petróleo, Rafael Ramírez, pelas 01:11 horas locais de sábado (06:44 horas em Lisboa) explodiu a Refinaria de Amuay (450 quilómetros a leste de Caracas), depois de uma fuga de gás propano cuja origem está por determinar.

A explosão "gerou uma nuvem, que depois explodiu e provocou incêndios em pelo menos dois tanques da refinaria e nas áreas circundantes".

As autoridades venezuelanas confirmam que a explosão provocou pelo menos 40 mortos e mais de mais de 80 feridos, incluindo dois portugueses da Madeira e dois lusodescendentes.

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