Oposição venezuelana diz ter sido impedida de viajar em aviões da estatal Conviasa

Andrés Velásquez, deputado da Assembleia Nacional da Venezuela, denunciou hoje que foi impedido de viajar num avião da Conviasa, elevando para dois o número de membros da oposição que dizem ter sido proibidos de usar a companhia aérea estatal.

"Estabelece-se um 'apartheid' contra setores opositores na Venezuela. Deputados de oposição não podem voar na linha do Estado", escreveu na sua conta no Twitter.

Militante do partido de centro-esquerda 'Causa R', fundado em 1971 por um grupo de dissidentes do Partido Comunista da Venezuela, Andrés Velásquez explicou que "uma supervisora da Conviasa (...) bloqueou o seu 'boarding pass' por instruções de Caracas", quando pretendia embarcar num voo para a capital a partir da cidade de Puerto Ordáz, a 660 quilómetros a sudeste de Caracas.

De acordo com o deputado, a ordem de proibição foi dada pelo presidente da Conviasa, Luís Gustavo Graterol Caraballo, depois de um comentário do Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, na televisão, contra a oposição.

"Exigiremos um esclarecimento relativamente a esta instrução. O presidente da Conviasa deve responder por este grave abuso de autoridade e discriminação", afirmou.

No passado dia 09, Gaby Arellano, líder estudantil e militante do partido opositor Vontade Popular, disse que funcionários da Conviasa a impediram de embarcar em Mérida (770 quilómetros a sudoeste da capital) quando pretendia regressar a Caracas.

"Na Conviasa existe uma listagem de dirigentes estudantis, políticos e jornalistas que, por ordem do Palácio (presidencial de Miraflores), não podemos usar", afirmou.

FPG // DM.

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