Obama solidário com Leopoldo López

O Presidente dos EUA, Barack Obama, disse hoje estar solidário com os líderes civis que estão presos em vários países, incluindo o venezuelano Leopoldo López, detido há sete meses no âmbito de manifestações contra Nicolás Maduro.

"Estamos solidários com os que se encontram detidos neste momento. Na Venezuela, Leopoldo López; no Burundi, Pierre-Claver Mbonimpa; no Egito, Ahmed Maher; na China, Liu Xiaobo e agora Ilham Tohti; no Vietname, o padre (Nguyen Van) Ly. E tantos outros. Eles merecem ser livres. Devem ser libertados", disse.

Barack Obama falava na "Clinton Global Initiative", organizada pelo antigo Presidente Bill Clinton, durante a qual se referiu também à dissidente cubana Berta Soler e à luta do grupo Damas de Branco, em Cuba.

"Estes cidadãos lembram-nos porque é que a sociedade civil é tão essencial, por empurrar a roda da liberdade (...) Com os líderes civis (...) os Governos são mais responsáveis e efetivos, as economias mais inovadoras e atraem mais investidores, que fazem as sociedades mais prósperas", disse, recordando que algumas políticas dos Estados Unidos foram adotadas por pressão popular.

As declarações do Presidente dos EUA comoveram a mulher do político venezuelano, que disse aos jornalistas estar "orgulhosa por ouvir quem representa as liberdades" interceder pelo seu marido.

"Sinto-me comovida e orgulhosa ao ouvir um democrata, alguém que representa as liberdades a nível mundial, dizer que Leopoldo López merece ser livre", afirmou Lilian Tintori, sublinhando que Barack Obama disse "palavras de verdade".

Leopoldo López, 42 anos, é líder do Vontade Popular, um partido venezuelano de centro-esquerda. A 18 de fevereiro entregou-se voluntariamente às autoridades, que o acusam de "instigação pública, associação para cometer delito, danos à propriedade e incêndio".

Os delitos terão sido praticados em manifestações convocadas por Leopoldo López, em fevereiro passado, que terminaram em atos de violência, incorrendo o dirigente partidário numa pena superior a 13 anos de prisão.

O seu julgamento foi já adiado em várias ocasiões.

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