Obama recusa orçamentos parcelares como forma de saída da crise

A Casa Branca recusou na terça-feira a proposta dos republicanos na Câmara dos Representantes de financiar com leis individuais diversas áreas do Governo Federal e permitir assim uma reabertura faseada dos serviços.

Em comunicado, a porta-voz da Presidência, Amy Brundage, garantiu que o Presidente, Barack Obama, vai vetar esse tipo de propostas para financiar apenas algumas despesas, como as relativas aos veteranos de guerra, os parques nacionais ou o aparelho burocrático em Washington.

Brundage acrescentou que o Presidente e o Senado deixaram claro que propostas orçamentais parciais não são a forma de resolver o bloqueio político que levou ao encerramento de serviços governamentais e deixaram claro que "não aceitam jogar este jogo".

A incapacidade do Congresso dos EUA em aprovar um orçamento radica nas divisões internas do Partido Republicano, puxado para a direita do espectro político por um conjunto de eleitos do 'Tea Party', que defendem uma oposição dura.

Depois da vaga eleitoral nas legislativas de novembro de 2010, os republicanos reconquistaram a maioria na Câmara dos Representantes, mas esta nova maioria veio a revelar-se indisciplinada.

O presidente da Câmara, John Boehner, subiu pacientemente, desde a sua primeira eleição em 1990, todos os escalões até chegar a este cargo, em janeiro de 2011.

Este veterano parlamentar esteve em todas as batalhas legislativas dos anos 1990 e recorda-se do desastre político para os republicanos que constituiu o encerramento parcial do Estado federal, durante três semanas, no Natal de 1995, que contribuiu para a derrota republicana nas presidenciais de 1996.

Boehner tem-se confrontado com as dezenas de rebeldes do designado 'Tea Party', muitos dos quais são congressistas pela primeira vez, tendo derrotado republicanos considerados moderados, e que têm como prioridade anular a lei da cobertura de saúde, aprovada em 2010, que veem como uma socialização da medicina.

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