Obama pede ao Congresso que aprove lei de urgência

O Presidente dos Estados Unidos, Barak Obama, pediu hoje que o Congresso aprove urgentemente a lei necessária para a reabertura da administração, depois do acordo que permite subir o teto da dívida pública norte-americana.

Um porta-voz da Casa Branca disse, em conferência de imprensa, que Obama "confia que o Congresso possa firmar uma lei que reabra a administração" e que esta seja produzida "o mais breve possível".

"Esperamos que o Congresso seja capaz de atuar rapidamente, porque estamos no 16.º dia de uma paralisação da administração completamente desnecessária", adiantou.

O porta-voz referiu que Obama acredita que o acordo entre democratas e republicanos para subir o teto da dívida pública norte-americana "logra o necessário para reabrir a administração e eliminar a ameaça de obstrução que tinha sido dada à economia" norte-americana.

Obama "aplaudiu o líder da maioria democrata no Senado, Harry Reid, e o líder da minoria republicana, Mitch McConnell, por trabalharem juntos para se chegar a este acordo e encoraja o Congresso a atuar rapidamente para acabar com esta paralisação e proteger a confiança e o crédito pleno dos Estados Unidos".

A proposta do Senado, anunciada hoje, eleva o teto de endividamento até 07 de fevereiro e desbloqueia o pressuposto federal para reabrir a administração, paralisada parcialmente desde 01 de outubro, até 15 de janeiro, possibilitando que o Congresso inicie um debate sobre os gastos e a redução do défice.

O limite máximo da dívida autorizado pelo Congresso norte-americano é de 16.699 biliões de dólares (12.329 mil milhões de euros).

Este limite foi ultrapassado a 17 de maio e, desde então, o Departamento do Tesouro tem coberto os compromissos através de manobras contabilísticas, atrasos nos pagamentos e transferências de fundos fiduciários.

O presidente da Câmara dos Representantes, o republicano John Boehner, disse hoje por seu lado, à saída de uma reunião com membros do seu partido, que não tenciona bloquear o acordo do Senado.

"Bloquear o acordo bipartidário alcançado hoje pelos membros do Senado não será uma tática que iremos utilizar", afirmou o dirigente republicano.

No entanto, prometeu que "a luta continua", referindo-se ao objetivo dos republicanos no sentido de se reduzir os gastos públicos e combater o plano de saúde do Governo, conhecido como "Obamacare".

Mais tarde, numa entrevista, Boehner reiterou que os republicanos não vão bloquear o acordo: "Simplesmente não ganhámos a batalha", resignou-se.

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