Obama insta republicanos a "reabrirem" administração

O Presidente dos Estados Unidos instou hoje os republicanos a "reabrirem" a administração federal, cuja atividade está a partir de hoje parcialmente paralisada por falta de fundos, criticando uma "cruzada ideológica" contra a reforma do sistema de saúde.

"Peço aos republicanos para reabrirem a administração", afirmou Barack Obama, numa declaração a partir da Casa Branca, alertando que quanto mais durar esta situação piores serão os efeitos.

Na mesma intervenção, o chefe de Estado norte-americano denunciou que "uma fação" do partido republicano, a ala mais conservadora, obrigou ao encerramento da administração federal "só porque não gosta de uma lei", numa referência à reforma do sistema de saúde norte-americano conhecida como "Obamacare".

O Presidente norte-americano afirmou tratar-se de uma "cruzada ideológica" contra uma lei.

Os Estados Unidos acordaram hoje, no início de um novo ano fiscal, com os serviços da administração federal parcialmente paralisados pela primeira vez em 17 anos, situação que obrigou 800 mil funcionários a ficarem em casa e ao encerramento, por exemplo, de museus e parques nacionais.

Na segunda-feira, o Senado norte-americano (câmara alta do Congresso) rejeitou um projeto de orçamento temporário, adotado no fim de semana pela Câmara dos representantes (câmara baixa do Congresso).

Os 54 senadores democratas, que garantem a maioria no Senado, votaram contra um texto que teria permitido financiar o Estado federal a partir de terça-feira, mas que comprometia a lei sobre a reforma da saúde patrocinada pelo Presidente Barack Obama.

A par dos 800 mil funcionários que irão permanecer em casa, cerca de um milhão irá trabalhar mas não irá receber os respetivos salários durante a paralisação da administração.

O governo federal é o principal empregador dos Estados Unidos, com mais de dois milhões de funcionários civis e 1,4 milhões de soldados no ativo.

Apesar desta interrupção, os militares vão continuar a receber os respetivos pagamentos, graças a uma medida aprovada, segunda-feira à noite, nas duas câmaras do Congresso norte-americano e assinada posteriormente por Obama.

O último encerramento parcial dos serviços federais ocorreu em janeiro de 1996 e durou 21 dias.

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