Obama impulsiona relação económica com o México

O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, deu, esta quinta-feira, um novo impulso à relação económica com o México e elogiou o seu homólogo Enrique Peña Nieto pelas reformas "tão ambiciosas" que empreendeu.

Um impulso que passa pela criação de um Diálogo Económico de Alto Nível focado na promoção da "competitividade, produtividade e conetividade", bem como no fomento "do crescimento económico e da inovação", revelado pelos dois chefes de Estado, após um encontro no Palácio Nacional, na capital mexicana.

"Quando um de nós prospera, ambos prosperamos", resumiu Barack Obama, durante a conferência de imprensa conjunta, ao recordar que o comércio bilateral ultrapassou no ano passado os 500.000 milhões de dólares (382.384 milhões de euros).

Segundo Peña Nieto, ambos concordaram que a relação entre os Estados Unidos e o México deve abranger várias áreas para fazer da América "uma zona mais produtiva e mais competitiva".

Neste âmbito, a primeira reunião no quadro do Diálogo Económico de Alto Nível vai ter lugar no outono boreal, num encontro que contará com a presença de altos dirigentes de ambos os países.

As exportações dos Estados Unidos para os seus principais parceiros comerciais, Canadá e México, são uma terceira parte do total.

Entre os compromissos assumidos o desejo de continuar a impulsionar as negociações no âmbito do acordo comercial para a região do Pacífico, conhecido como TPP (Trans-Pacific Strategic Economic Partnership, em inglês), e de criar um grupo de trabalho para apoiar os empresários de ambos os países.

No campo da Educação, Obama e Peña Nieto acordaram também formar o Fórum Bilateral para o Ensino Superior, Inovação e Investigação, que deverá reunir-se este ano.

No âmbito da segurança, área considerada chave na relação pelos analistas, defenderam a necessidade de atuarem como "parceiros corresponsáveis" e de manter a sua "estreita cooperação" ao nível da luta contra o narcotráfico e violência relacionada com as ações de grupos de crime organizado.

"Apoiamos o enfoque dado pelo Governo mexicano para reduzir a violência e esperamos continuar a nossa boa cooperação de maneira que o Governo mexicano considerar adequada", disse Obama, numa referência à nova estratégica de segurança lançada por Peña Nieto.

Obama insistiu ainda na "oportunidade histórica" para se fomentar em conjunto a cooperação, o comércio e a criação de mais emprego, acrescentando que esse foi o principal objetivo da sua visita ao México.

Por outro lado, o Presidente norte-americano destacou os progressos alcançados em matéria de segurança fronteiriça, em parte graças à colaboração com o México, e voltou a manifestar o seu otimismo no que diz respeito ao avanço da reforma da imigração nos Estados Unidos.

Levar adiante a reforma "é o correto" e a proposta de lei bipartidária, elaborada por oito senadores, que está a ser debatida na câmara alta "é uma grande base para se começar", disse Obama.

Peña Nieto, por seu lado, reconheceu os esforços da Administração norte-americana para levar adiante a reforma, esperando que os Estados Unidos sejam bem-sucedidos nessa matéria, apesar de ressalvar que se trata de um assunto de política interna.

Obama também falou da Síria, dossiê em termos de política externa que mais tem centrado a sua atenção nos últimos dias, afirmando que continua a "avaliar" a forma como se deve atuar diante do conflito no país, depois de o seu secretário da Defesa, Chuck Hagel, ter dito que está a reconsiderar a decisão de fornecer armas aos rebeldes.

A visita de Barack Obama ao México termina esta sexta-feira, com um discurso no Museu Nacional de Antropologia e uma reunião à porta fechada com empresários.

Obama segue depois para a Costa Rica, onde manterá encontros designadamente com a sua homóloga Laura Chinchila.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG