Obama diz que palestinianos merecem um Estado

O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, chegou esta quinta-feira de manhã a Ramallah, na Cisjordânia, territórios palestinianos, para uma reunião com o presidente da Autoridade Palestiana Mahmud Abbas. Os palestinianos merecem "ter o seu próprio Estado", disse o Presidente americano.

"Vim à Cisjordânia porque os Estados Unidos estão profundamente comprometidos em favor da criação de um Estado palestiniano independente e soberano", afirmou Obama, em Ramallah, numa conferência de imprensa conjunta com Abbas. "Na base das conversas que tive com o primeiro-ministro e o Presidente Abbas, a possibilidade de uma solução de dois Estados continua a existir", prosseguiu.

Obama, que chegou às 11.00 (09.00 em Lisboa) a bordo do seu helicóptero Marine One, à sede do Governo palestiniano, foi recebido por Abbas e por outros dirigentes palestinianos.

Considerando que a construção de colonatos israelitas "em nada fez avançar a paz" e que "continua a existir a possibilidade de uma solução de dois Estados", Obama aproveitou também para criticar o disparo que 'rockets' contra Israel.

Abbas aproveitou igualmente o encontro para condenar o disparo de 'rockets'. "Condenamos a violência contra civis, qualquer que seja a sua origem, e isso inclui 'rokets'", declarou o conselheiro político do presidente palestiniano Nimr Hammad, que citou Abbas, cujas declarações foram feitas no momento em que recebia Obama.

Obama, que ontem viu a sua limusina avariar em Telavive, por erro no tipo de combustível, participou numa conferência de imprensa conjunta com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.

Este formou recentemente um novo Governo, composto por quatro partidos, depois das eleições legislativas israelitas.

Obama visita pela primeira vez Israel e os territórios palestinianos desde que é Presidente dos EUA (agora a cumprir um segundo mandato).

O processo de paz israelo-palestiniano e o diálogo inter-palestiniano têm estado praticamente parados nos últimos anos. Recorde-se que, apesar de Abbas, da Fatah, governar na Cisjordânia, na Faixa de Gaza, outra parte dos territórios palestinianos, quem tem o controlo é o Hamas, movimento radical islâmico.

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