Obama alerta para consequências de apagão orçamental

O Presidente dos EUA, Barack Obama, avisou hoje que o encerramento iminente de parte substancial do governo federal norte-americano iria ter reais e dramáticas consequências económicas para milhares de norte-americanos.Três horas antes do prazo, republicanos na Câmara dos Representantes voltaram a aprovar projeto que seria mais tarde vetado no Senado.

Os congressistas aprovaram com 228 votos a favor e 201 contra um texto preparado durante a tarde pelos republicanos, que ataca a lei da reforma do sistema de saúde de Barak Obama. Previa-se que o Senado, controlado pelos democratas, rejeitasse rapidamente esta medida e voltasse a deixar o debate para a Câmara dos Representantes.

A apenas algumas horas de o governo federal ficar sem dinheiro, Obama acusou "a ala de extrema-direita" do Partido Republicano, o Tea Party, de procurar sequestrar o orçamento para conseguir impedir a concretização da sua emblemática reforma do acesso aos cuidados de saúde: a chamada 'Obamacare'.

Excluindo qualquer cedência a "chantagens", Obama, que falava na Casa Branca, sublinhou que "o tempo escasseia" para chegar a um acordo. O ano orçamental terminava à meia noite local (5:00 em Lisboa).

O Congresso vive uma maratona negocial para tentar evitar o 'shutdown' (fecho do governo). Os sites dos media dos EUA continuam a fazer contagem decrescente para a hora decisiva. A acontecer, este seria o primeiro apagão orçamental nos EUA em 17 anos, desde a Administração de Bill Clinton.

Após a comunicação de Barack Obama aos americanos, feita às 21.45 (hora portuguesa), o presidente da câmara dos Representantes, John Boehner, republicano, fez saber que os eleitos iriam votar um novo texto sobre o financiamento provisório do Estado federal americano às 01.45 (hora portuguesa).

Isto depois de o Senado, dominado pelos democratas, ter chumbado uma proposta anterior, pelo facto de esta conter emendas como a suspensão do 'Obamacare'. Algo que, deixou Obama claro esta noite, não é negociável. A reforma do sistema de saúde, garantiu o Presidente norte-americano, entrará em vigor esta terça-feira, conforme previsto.

A esta hora, os media norte-americanos especulam se Obama se encontraria com Boehner antes da meia-noite (05.00 em Lisboa). Aos republicanos e ao Tea Party Obama deixou uma mensagem: "Não podem querer receber um resgate para fazerem o vosso trabalho".

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