Obama acusa republicanos de boicotarem crescimento

O Presidente dos EUA acusou ontem os republicanos de ameaçarem o crescimento e o emprego ao recusarem uma subida dos impostos para os mais abastados, na véspera de uma reunião com os líderes do Congresso.

Depois do fracasso no Senado, na quinta-feira, de um plano democrata que previa um aumento dos impostos pagos pelos mais abastados, Obama reafirmou que os eleitos conservadores tinham optado por "ameaçar a economia com um conjunto de cortes orçamentais, automáticos e arbitrários, que vão custar empregos e diminuir o crescimento".

Em comunicado, Obama afirmou que "os republicanos do Senado podiam escolher a forma de fazer crescer a economia e reduzir o défice", mas, "em vez de suprimirem um benefício fiscal que beneficia os mais ricos e os que têm melhores conhecimentos, escolheram atacar os serviços cruciais destinados às crianças, aos idosos, aos militares e às suas famílias".

O Presidente norte-americano, insistindo na responsabilização dos republicanos, acrescentou: "Eles votaram por fazer recair o peso da luta contra o défice sobre a classe média."

Desde 20011, quando os conservadores assumiram o controlo da Câmara dos Representantes, que Obama e os seus adversários se confrontam sobre a forma de reequilibrar as contas públicas.

Sem acordo, os dois campos têm optado por soluções temporárias, como a ideia proposta pela Casa Branca, em meados de 2011, e apoiada pelos republicanos, de fazer cortes automáticos nas despesas, que se pensava serem fortes e dolorosos o suficiente para incitar à negociação de suma solução alternativa.

Mas nenhum consenso foi encontrado, como o mostrou a rejeição de duas propostas, republicana e democrata, no Senado, durante quinta-feira.

Os cortes de 85 mil milhões de dólares (65 mil milhões de dólares), a fazer ao longo dos sete meses que faltam para o fim do ano orçamental, entram em vigor a partir de 2 de março, inclusive.

Obama convocou os líderes partidários do Congresso para a Casa Branca, para uma última reunião sobre o problema, que vai juntar os republicanos John Boehner, presidente da Camara dos Representantes, Mitch McConnell, líder da minoria no Senado, e os democratas Harry Reid, líder da maioria no Senado, e Nancy Pelosi, chefe da minoria na Câmara dos Representantes.

A Presidência tem alertado para "uma tempestade perfeita" em resultado dos cortes, com despedimentos generalizados, atrasos nos transportes aéreos e redução da segurança nas fronteiras, acrescentando ainda que a prontidão dos militares vai ser afetada e os serviços públicos e de emergência reduzidos.

Se o desacordo persistir, os cortes de 85 mil milhões de dólares até final de setembro serão sucedidos por mais reduções nos gastos públicos, quantificadas em 109 mil milhões de dólares por ano, durante os próximos dez anos.

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