Nicolás Maduro acusa Obama de pôr "o congresso a substituir a ONU"

O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, criticou hoje a decisão do seu homólogo norte-americano de solicitar ao Congresso autorização para atacar militarmente a Síria, acusando também Barack Obama de pôr o parlamento a "substituir a ONU".

"É muito grave que o Presidente (Barack Obama) tenha decidido atacar a Síria e agora ponha o Congresso a substituir a ONU (...). Ninguém no mundo pode ser tribunal, juiz e polícia, seria o mundo sem lei", disse.

Segundo Nicolás Maduro se todos os governos do mundo "se dedicassem a julgar, a executar outros governos" por diferenças "estaríamos a regredir sem controlo, sem legalidade internacional, onde permaneceria a guerra".

Nicolás Maduro fez um apelo "à consciência de Paz que há no mundo e a estar em alerta máximo a partir do dia de hoje".

"Condenamos qualquer ataque militar contra a Síria, parece que em qualquer cenário que estivesse sugerido o ataque seria de caráter criminal. Juntamo-nos com muita energia, com muita força, às vozes que no mundo condenam este ataque militar, esta guerra", disse.

Por outro lado, explicou, "se se rompem os mecanismos multilaterais e a legalidade internacional, simplesmente, o que vem a este mundo é guerra e a destruição. O único caminho para um mundo humanizado é o respeito pela legalidade internacional, pelos organismos multilaterais, pela ONU e pelo direito à paz".

"Há que pensar nas consequências desse ataque militar, seguramente que os estrategas do Pentágono o pensaram muito bem e calculam que haverá consequências graves depois do ataque militar", disse, interrogando-se sobre como responderá a Síria se for atacada pelos Estados Unidos e que o que poderá acontecer na região do Médio Oriente.

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