Navio norte-coreano retido no Panamá ruma a Cuba

O navio norte-coreano que estava retido desde julho de 2013 no Panamá, por terem sido encontradas a bordo armas cubanas não declaradas, partiu hoje para Havana, com 32 dos seus 35 tripulantes. O capitão, um outro oficial e um secretário político permanecem detidos, acusados de tráfico de armas.

"O navio de pavilhão norte-coreano Chong Chon Gang partiu às 08.30 locais - 13.30 TMG - do porto de Colon (norte do Panamá) em direção a Cuba, com 32 marinheiros a bordo", anunciou o Ministério dos Negócios Estrangeiros panamiano em comunicado.

O navio foi autorizado a deixar o Panamá na passada semana após o pagamento de uma multa de cerca de 700 mil dólares na sequência da descoberta a bordo de 25 contentores com material militar dissimulado sob várias toneladas de sacos de açúcar.

A 10 de julho de 2013, o Chong Chon Gang, proveniente de Cuba, foi detido à entrada do Canal do Panamá após a descoberta daquele material militar e a sua tripulação conduzida para a prisão. O navio ficou imobilizado no porto de Fuerte Sherman, na costa atlântica panamiana.

Quer Havana quer Pyongyang afirmaram tratar-se de "240 toneladas de armas defensivas obsoletas, produzidas em meados do século passado e que iam ser reparadas" na Coreia do Norte e depois devolvidas a Cuba. Mas, segundo as autoridades panamianas, os equipamentos em causa eram armas para MiG-21, rampas de lançamento antimísseis e veículos militares.

No final de janeiro, 32 elementos da tripulação foram libertados, ficando detidos apenas o capitão, um segundo oficial e o secretário político a bordo do navio. Os três são acusados de tráfico de armas e aguardam julgamento.

O material a bordo foi apreendido pelas autoridades panamianas e o seu destino será decidido judicialmente.

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