Massacre em escola reabre debate sobre armas de fogo

O assassinato na escola de Sandy Hook, no Connecticut, que matou 27 pessoas, das quais 20 eram crianças, vai pressionar Washington para legislar sobre as armas de fogo. Depois dos acontecimentos particularmente sangrentos de ontem, o debate deverá ser reativado ao mais alto nível.

Segundo fontes policiais, citadas pelo New York Times, o atirador terá usado duas pistolas, uma Sig Sauer e uma Glock. As armas estavam legalizadas no nome da mãe, apesar de o Connecticut ser um dos estados com leis mais restritas sobre a venda de armas de fogo.

Vários tiroteios marcaram já o mandato do Presidente Barack Obama. Assim, no dia de ontem, o atual Presidente norte-americano não se limitou a expressar as suas condolências às famílias das vítimas, tendo falado em tomar "medidas significativas" para evitar que tragédias semelhantes aconteçam novamente.

Por meio do porta-voz, o Presidente disse oficialmente na sexta-feira que "não era o dia" para iniciar tal debate, tendo já sido criticado nas redes sociais por parecer estar a contornar o problema. "Se este não é o momento para ter uma discussão séria sobre o controle de armas, eu não sei quando vai ser", disse o democrata Jarrold Nadler no Twitter.

O 'mayor' de Nova Iorque, Michael Bloomberg, defensor de longa data de regulamentos mais rígidos sobre a venda de armas, exortou o presidente a "enviar um projeto de lei para o congresso". "Ouvimos a retórica. O que não temos visto é a liderança. Nem da Casa Branca, nem do Congresso. Isso tem de acabar", acrescentou.

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