Manifestantes fecharam porto de Oakland

Milhares de manifestantes fecharam na quarta-feira o porto de Oakland, na Califórnia, o quinto mais movimentado dos Estados Unidos, depois de um dia de greve ao qual aderiram centenas de trabalhadores.

"As operações marítimas estão encerradas", confirmaram esta noite, em conferência de imprensa, as autoridades do porto localizado na baía de São Francisco, garantindo que aquelas "serão retomadas quando for seguro". De acordo com a polícia de Oakland, cerca de 3.000 pessoas concentraram-se naquele porto na quarta-feira e 4.500 pessoas manifestaram-se por toda a cidade. Mas ao final da noite as autoridades davam conta de apenas cerca de 150 manifestantes concentrados no local e de 900 pessoas na principal praça da cidade.

Os organizadores do protesto indicaram que o objetivo de fechar o porto era conseguir parar o "fluxo de capital". É a partir do porto de Oakland que seguem várias mercadorias dos Estados Unidos para a Ásia, como vinho, arroz e frutas, e onde chegam importações americanas, designadamente de equipamentos eletrónicos e automóveis de marcas como a Toyota, Honda, Nissan e Hyundai. Os manifestantes apelaram a uma greve geral para quarta-feira depois dos confrontos com a polícia na semana passada terem causado ferimentos graves a um veterano da guerra do Iraque.

Os sindicatos justificaram a não adesão à greve por razões legais, mas centenas de trabalhadores tiraram o dia para se juntarem aos protestos. De acordo com as autoridades, cinco por cento dos trabalhadores de Oakland faltaram ao trabalho na quarta-feira, incluindo 360 professores. Alguns serviços fecharam, incluindo bancos, durante os protestos, que decorreram de forma pacífica com pouca presença policial e sem registo de feridos ou detenções. De acordo com a polícia, ocorreram apenas incidentes "isolados" de violência pela iniciativa de grupos de anarquistas.

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