Malala Yousafzai diz que quer ser PM do Paquistão

A jovem paquistanesa Malala Yusafzai disse, na quinta-feira, num evento em Nova Iorque, que gostaria de vir a ser primeira-ministra do Paquistão para "salvar" o país e que receber o Nobel da Paz seria "uma grande honra".

"Quero ser primeira-ministra do Paquistão, porque através da política posso salvar o meu país, posso gastar grande parte do orçamento na educação e concentrar-me nos assuntos externos", disse Malala numa entrevista com a jornalista da CNN Christiane Amanpour num evento público com lotação esgotada em Nova Iorque, quando questionada sobre os seus sonhos.

Malala sofreu um tiro na cabeça de um talibã a 09 de outubro do ano passado por ter criticado esse movimento e reclamado o direito das raparigas de irem à escola.

A jovem paquistanesa de 16 anos foi tratada no Reino Unido e recuperou quase milagrosamente, estando a transformar-se numa embaixadora global dos direitos das crianças, tendo escrito uma autobiografia, discursado nas Nações Unidas e criado o Fundo Malala.

Na quinta-feira, foi distinguida com o prémio de direitos humanos Sakharov do Parlamento Europeu e tem sido apontada como favorita ao Nobel da Paz, que será hoje anunciado.

"Se conseguisse o Nobel da Paz penso que seria uma grande honra e mais do que mereço, mas ajudar-me-ia a iniciar esta campanha em prol da educação das raparigas", disse.

O verdadeiro prémio, apontou, "seria ver todas as crianças, brancas ou negras, cristãs ou muçulmanas, rapazes ou raparigas a irem à escola e, para isso vou, lutar e trabalhar duro".

Malala observou que "todos os que receberam o prémio Nobel mereceram-no", mas realçou que, quando pensa na possibilidade de ser distinguida com este galardão, considera que ainda tem "muito a fazer".

Os talibãs do Paquistão voltaram a ameaçar matar Malala e, por isso, a jovem apresentou-se com um forte dispositivo de segurança no evento em Nova Iorque.

"Eles apenas podem matar o corpo, não podem matar os meus sonhos", defendeu a jovem.

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