Mais 50 milhões de dólares na luta contra a SIDA

O presidente norte-americano anunciou hoje um novo esforço financeiro na luta contra a SIDA nos Estados Unidos e no mundo, referindo que o combate "está ainda longe de estar terminado".

Obama, que falava numa universidade em Washington por ocasião do Dia Mundial de Luta contra a SIDA, fixou "um novo objectivo para ajudar seis milhões de pessoas a serem tratadas até ao fim de 2013" em todo o mundo, "mais dois milhões" que o inicialmente previsto.

Obama afirmou que "poucas pessoas poderiam imaginar que hoje se fala da possibilidade real de uma geração sem SIDA".

"Estamos em vias de ganhar este combate, mas ele ainda não acabou. Isso está longe de acontecer", advertiu o presidente.

Nos Estados Unidos, Obama anunciou que serão desbloqueados 50 milhões de dólares suplementares de fundos públicos para lutar contra a pandemia.

Este esforço será feito com recursos existentes não necessitando de acordo do Congresso, segundo um responsável da Casa Branca.

Cerca de 1,2 milhões de norte-americanos vivem com HIV, segundo as autoridades sanitárias do país. Entre 2006 e 2009, foram constatadas 50 mil novas infecções por ano no país e nesse período morreram anualmente 16 mil norte-americanos.

Durante o seu discurso, Obama pediu à China para contribuir para o Fundo Mundial de Luta contra a SIDA, considerando que Pequim tem meios para o fazer.

"A China e outras grandes economias estão actualmente em posição de fazer uma transição de forma a ajudar mais gente", defendeu o presidente.

O apelo ocorreu numa altura em que o director-executivo do Fundo, Michael Kazatchkine, referiu que a crise económica mundial se tem feito sentir nas contribuições para este organismo.

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