Kerry acusa Rússia de favorecer permanência de Assad

O secretário de Estado dos EUA, John Kerry, acusou hoje a Rússia de "permitir" ao Presidente da Síria, Bashar al-Assad, permanecer no poder, depois de a segunda ronda de negociações de paz ter terminado no sábado sem avanços.

"O regime obstruiu, não fez mais do que continuar a bombardear o seu próprio povo com barris de explosivos e a destruir o seu próprio país. E eu lamento ter de dizer que ele o fez com o apoio do Irão, do Hezbollah e da Rússia", disse numa conferência de imprensa em Jacarta.

"A Rússia deve fazer parte da solução em vez de fornecer ainda mais armas e ainda mais ajudas (ao regime sírio) para favorecer Assad", acrescentou.

A conferência de paz Genebra II foi iniciada pelos Estados Unidos, que apoia a coligação da oposição síria, e Moscovo, que apoia o governo em Damasco, escreve a AFP.

Mas a segunda ronda das negociações terminou sem resultados no sábado, colocando o futuro das negociações para pôr fim a três anos de conflito em dúvida.

O comunicado de Genebra I, adotado em 2012 pelas grandes potências, prevê o "fim da violência sob todas as formas" e a formação de uma "autoridade governamental de transição", mas sem mencionar o destino de Assad.

No primeiro encontro direto desde o início da guerra, as duas partes insistiram nas suas posições. A questão do destino do Presidente sírio, decisiva nesta batalha negocial entre poder e oposição, acabou por bloquear o diálogo em finais de janeiro.

A guerra na Síria, onde uma revolta pacífica desencadeada em 15 de março de 2011 evoluiu para um conflito armado face à repressão do regime, já provocou mais de 136.000 mortos e milhões de refugiados e deslocados.

FV (PCR) // FV.

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