Jovens empresários da Venezuela querem facilitar comunicação com Governo

Jovens empresários, filiados no Movimento Socialista de Eurodescendentes, estão a criar grupos de trabalho para facilitar a comunicação de pequenos investidores com o Governo venezuelano e impulsionar a modernização das pequenas empresas, anunciou hoje o presidente daquele organismo.

"Estamos a criar propostas, fazendo 'mesas de trabalho' com instituições do Estado, facilitando a comunicação de muitas vozes que não se ouviam no Governo, que não eram tidas em conta. É importantíssimo que estejamos unidos, que apostemos na Venezuela, que comecemos a desenvolver-nos, a modernizar e a criar mecanismos para que sejamos competitivos", disse.

Norberto Nunes falava para uma centena de empresários, que hoje participaram num evento sobre oportunidades para o desenvolvimento de negócios entre a Europa e a América do Sul, uma iniciativa que contou com o apoio das embaixadas de França, Itália, Alemanha, Espanha e Turquia.

Para o lusodescendente, neste momento, há abertura das instituições do Estado venezuelano para "apoiar os pequenos e médios empresários" e chamou a atenção dos pequenos comerciantes eurodescendentes que se não se unirem "chegará um momento em que as grandes corporações os absorverão".

"Unamos-nos, desenvolvamos projetos. Essas empresas que também são dos nossos avós hoje estão desatualizadas. Com a transferência de tecnologia que podem obter da União Europeia, podemos modernizá-las, fazê-las mais produtivas", para que possamos exportar outros bens além do petróleo, afirmou.

Norberto Nunes sublinhou que há importantes setores que precisam ser desenvolvidos, entre eles o "turístico, onde na Venezuela tudo está por fazer".

"É preciso segurança jurídica ou que as contas estejam claras: Façamos mesas de trabalho, de diálogo, facilitemos o relacionamento entre os empresários e as instituições (câmaras de comércio) com o Governo", frisou.

O lusodescendente defendeu ainda uma mudança de mentalidade para que os estudantes universitários que terminam os estudos "não pensem no seu primeiro emprego, pensem em criar a sua primeira empresa, como fizeram os seus pais e avós, de origem europeia".

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