Jornais acabam com anúncios de sexo

Dois dos maiores grupos de jornais mexicanos anunciaram esta terça-feira o fim da publicação de anúncios de sexo nos seus tabloides, noticiou a agência AP

O jornal El Universal noticiou na primeira página que a publicação e o seu tabloide El Grafico não vão publicar "anúncios que podem ser usados por traficantes de pessoas".

Um outro jornal, Reforma, anunciou igualmente o cancelamento de publicidade a sexo na publicação e no seu tabloide Metro.

Nenhum dos quatro jornais especificou os critérios que estão na origem da suspensão do serviço.

Os anúncios de sexo, que continuam a ser publicados noutros jornais mexicanos, têm sido duramente criticados por associações feministas, que alegam que a publicidade incentiva o mercado da prostituição e populariza o pagamento de serviços sexuais ou torna-os aparentemente mais aceitáveis socialmente.

Teresa Ulloa, directora de uma associação que luta contra o tráfico de crianças e mulheres na América Latina e nas Caraíbas, advoga que os proxenetas são conhecidos pelos anúncios em jornais mexicanos a oferecer serviços de mulheres e crianças que foram forçadas a prostituir-se.

A responsável estima que cerca de meio milhão de crianças e mulheres são exploradas sexualmente no México.

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