John McCain acusa Obama e al-Maliki de comprometerem segurança do Iraque

O senador norte-americano John McCain acusou hoje o Presidente Barack Obama e o primeiro-ministro iraquiano, Nuri al-Maliki, de comprometerem a segurança do Iraque ao "falharem" um acordo sobre a presença militar norte-americana no país depois de 2011.

"Os progressos alcançados pelos iraquianos e norte-americanos, a um custo de tal maneira alto e doloroso, correm agora um perigo importante", afirmou McCain, depois de Obama ter recebido na Casa Branca o primeiro-ministro iraquiano.

O encontro teve lugar a poucas semanas das últimas tropas norte-americanas abandonarem o país, invadido pelos Estados Unidos em 2003.

"Ambos falharam na sua responsabilidade ligada aos interesses em matéria de segurança que partilhamos", adiantou o senador, que perdeu a eleição para a presidência norte-americana em 2008 para Obama.

Para McCain, "considerações de política nacional" sobrepuseram-se a um acordo para a presença militar norte-americana no Iraque depois de 2011, prevendo a manutenção de tropas norte-americanas no terreno.

Os Estados Unidos têm vindo a reduzir a sua presença no Iraque desde 2007, quando atingiu 170 mil militares, para um contingente reduzido envolvido em operações especiais e cooperação.

O encontro de hoje, em que participou também a secretária de Estado Hillary Clinton, marcou também o início de uma relação diplomática mais tradicional entre os dois países, para além das questões de segurança.

O presidente norte-americano, Barack Obama, defendeu que o povo iraquiano está agora a "determinar o seu destino" e que a democratização do país "pode ser um modelo para outros" na região.

Em Washington, Maliki afirmou que a cooperação continua a ser necessária, nomeadamente no combate ao terrorismo, formação de militares e equipamento das Forças Armadas iraquianas.

Um destes primeiros contratos diz respeito ao fornecimento de 18 jactos F-16 ao Iraque, cuja Força Aérea foi destruída durante a guerra.

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