Venezuela vai ter presidenciais submetidas a auditoria

O Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela (CNE) anunciou hoje que vai auditar as eleições presidenciais do passado dia 14, mas que não incluirá as exigências do antigo candidato da oposição, Henrique Capriles.

A presidente do CNE, Tibisay Lucena, afirmou, numa mensagem que foi transmitida pela rádio e televisão venezuelana que a equipa de Henrique Capriles pediu "revisões impraticáveis".

Tibisay Lucena afirmou que será feita uma "ampliação da auditoria" a 46 % dos votos que não foram auditados no dia das eleições, num processo que arranca no próximo dia 06 de maio e terminará a 04 de junho.

"Gostaríamos de recordar o que inclui esta auditoria. A Lei Orgânica dos Processos Eleitorais indica que a verificação se efetuará mediante a revisão dos comprovativos de votação em relação aos dados constantes exclusivamente da ata de votação elaborada pelos membros da mesa", explicou.

A especificação por parte do CNE deixa de fora o pedido de Capriles que pretendia incluir na auditoria os cadernos eleitorais em que aparecem as assinaturas dos eleitores, ao lado das suas impressões digitais, onde, assegura, se encontram irregularidades que deram como Nicolás Maduro como vencedor das eleições.

Lucena apontou ainda que se visa "verificar o bom funcionamento da máquina" de votação, bem como comprovar a correspondência entre o comprovativo do voto e ata emitida pela máquina.

Neste sentido, reiterou, que não se trata de uma recontagem e que "nenhum motivo afetará os resultados eleitorais emitidos pelo poder eleitoral na noite de 14 de abril".

Também indicou, segundo a Efe, que o documento que a equipa de Capriles fez chegar ao CNE, no dia 17, solicitando a auditoria "constitui por si próprio uma tentativa de impugnação", assinalando que o ex-candidato tem o "legítimo direito" de requerer esse procedimento junto do Supremo Tribunal de Justiça.

O CNE aceitou realizar a auditoria a 46 % dos votos não auditados no dia das eleições, o que inicialmente Capriles aprovou. Contudo, na quinta-feira, contestou o processo por não incluir a revisão dos cadernos eleitorais.

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