Obama e Clinton defendem urgência da reforma migratória

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama e o ex-chefe de Estado Bill Clinton defenderam ontem a urgência da reforma das leis norte-americanas sobre imigração e agradeceram ao ex-Presidente George W. Bush os esforços que desenvolveu.

Num discurso na cerimónia de abertura da biblioteca George W. Bush na universidade Metodista do Sul, em Dallas, no estado do Texas, Obama salientou que "o presidente Bush recuperou há sete anos o diálogo com o povo norte-americano sobre a história como nação de leis e imigrantes".

Obama, que apoia o projeto de reforma atualmente no Senado, recordou que Bush procurou junto dos senadores John McCain (republicano) e o falecido Ted Kennedy (democrata) estabelecer uma reforma migratória, o que acabou por não acontecer.

"A reforma demorou mais tempo do que esperávamos. Tenho a esperança de que este ano vamos conseguir aprovar, o que, em grande parte, será graças ao trabalho de George W. Bush, disse Obama, na biblioteca que reúne o legado do antigo presidente.

Bill Clinton agradeceu também "os esforços" de Bush, nos seus mandatos entre 2001 e 2009, para reformar as leis e os regulamentos sobre imigração e "manter os Estados Unidos como uma nação de imigrantes".

"Espero que o Congresso siga os esforços do presidente Obama, para seguir o exemplo estabelecido por Bush", afirmou Clinton, presidente dos Estados Unidos entre 1993 e 2001.

O plano que se encontra no Senado, negociado entre um grupo de oito senadores democratas e republicanos, estipula um prazo de 10 anos para a legalização da situação dos indocumentados.

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