Náufrago salvadorenho regressou ao seu país

O náufrago salvadorenho José Salvador Alvarenga, que diz ter sobrevivido mais de um ano à deriva no oceano Pacífico, regressou hoje ao seu país depois de ter sido resgatado nas Ilhas Marshall.

Alvarenga, de 37 anos, chegou ao aeroporto internacional El Salvador, a cerca de 44 quilómetros a sul de San Salvador, num voo comercial procedente de Los Angeles, nos Estados Unidos, pelas 19:50 de terça-feira (01:50 em Lisboa), informou à Efe uma fonte oficial.

O náufrago foi recebido por alguns familiares, pelo chanceler de El Salvador, Jaime Miranda, e pela vice-ministra de Saúde, Violeta Menjívar, entre outros, enquanto dezenas de jornalistas locais e estrangeiros aguardavam fora do terminal.

Alvarenga partiu na segunda-feira das Ilhas Marshall até Honolulu, de onde viajou para Los Angeles e finalmente para El Salvador.

O pescador, conhecido por "La Cancha" (Gordo), fez-se ao mar a partir do México com comida e bebida apenas para um dia e na companhia de um outro jovem que acabou por morrer quando estavam perdidos.

Na pequena embarcação, de sete metros, Alvarenga percorreu 12.500 quilómetros do México até às ilhas Marshall, após partir para a pesca em dezembro de 2012.

Pescadores de Chiapas disseram que Alvarenga foi visto pela última vez na cidade de Chocohuital, antes de partir para o mar, em 20 de novembro de 2012, e que planeava regressar a terra no dia seguinte.

Um porta-voz da proteção civil de Chiapas referiu à agência noticiosa AFP que as autoridades promoveram buscas com aviões e navios para tentar detetar Alvarenga e o jovem que o acompanhava, identificado como Ezequiel Cordoba Barradas (Xiguel).

O seu patrão, Guillermino Rodriguez Solis, disse que o pescador tinha alimentos e água para 24 horas, e que comunicou via rádio antes de uma forte nortada atingir a região.

O pescador foi encontrado no início deste mês num remoto atol de coral.

Em declarações à AFP, disse que pensou em suicidar-se mas resistiu ao sonhar com a sua comida favorita, tortilhas, e com o reencontro com a sua família.

Alvarenga disse ainda que o jovem, entre os 15 e os 18 anos, morreu de fome por não conseguir alimentar-se de uma "dieta" à base de gaivotas, sangue de tartaruga e água da chuva, e que lançou o corpo borda fora.

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