Impasse político leva Wall Street a fechar em baixa

A bolsa nova-iorquina encerrou hoje em baixa, nervosa com o aproximar da data limite para a subida do nível da dívida dos EUA, sem a qual o país entra em situação de incumprimento com os seus credores.

O Dow Jones perdeu 0,88% (133,25 pontos), para os 15.168,01 pontos, e o Nasdaq 0,56% (21,26 pontos), para os 3.794,01 pontos.

O índice alargado Standard & Poor's 500 contraiu 0,71% (12,08 pontos), para os 1.698,06 pontos.

"Os investidores têm estado otimistas, pensavam que se iria alcançar um acordo ontem [segunda-feira] ou hoje, mas agora estão suspensos" do desenrolar dos acontecimentos, disse Sam Stovall, analista da Standard & Poor's Capital IQ, sobre as negociações para acabar com a paralisia atual do Estado e elevar o limite da dívida.

A situação arrastou-se ao longo do dia de hoje, com os congressistas incapazes de chegar a acordo para subir o limite da dívida antes de quinta-feira.

A outra data limite, a da aprovação de um orçamento para o ano 2014 (entre 1 de outubro e 30 de setembro) foi ultrapassada, o que obrigou o Governo a encerrar a maior parte da administração central desde o início do mês.

A Casa Branca, a meio do dia, rejeitou o último plano dos republicanos da Câmara dos Representantes. As discussões no Senado estão suspensas até ser votado o texto, que não tem qualquer probabilidade de passar na câmara alta, segundo o chefe da maioria democrata na câmara alta do Congresso, Harry Reid.

"Os investidores estão mais à espera de um acordo no último minuto do que um incumprimento, mas devido a esta possibilidade estão nervosos", adiantou Sam Stovall.

Ao contrário de afirmações otimistas recentes por parte de congressistas, o sítio económico na internet Briefing.com considerou que "manifestou-se um movimento de venda em reação ao facto de as discussões terem batido num muro", mencionando as afirmações alarmistas da senadora Dianne Feinstein, que disse que tudo tinha "caído na água", devido à contraproposta da Câmara dos Representantes.

Neste contexto, "os investidores não prestam muita atenção aos resultados das empresas", disse Stovall.

O banco Citigroup divulgou resultados dececionantes, enquanto a Coca-Cola, o grupo farmacêutico Johnson & Johnson, pelo contrário, divulgaram resultados que agradaram aos investidores.

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