Ex-guerrilha à beira do segundo mandato em El Salvador

O vice-presidente Salvador Sanchez Cerén, candidato da Frente Farabundo Marti para a Libertação Nacional (ex-guerrilha marxista), ficou a menos de um por cento de conseguir a vitória na primeira volta nas presidenciais de El Salvador. A segunda volta será a 9 de março.

Segundo os resultados anunciados pelo Supremo Tribunal Eleitoral, referentes à contagem de 60% dos boletins de voto, Salvador Sánchez conseguiu 49,06% dos votos, contra 38,86% do seu principal adversário, o presidente da câmara de San Salvador, Norman Quijano (direita).

"Vamos para uma batalha na segunda volta", afirmou Quijano, de 67 anos, um dentista de formação que é apoiado pelo mundo empresarial mas tem pouco carisma. Beneficiou da cobertura dos media privados para passar a sua mensagem, num discurso em que qualificava o seu adversário de "comunista":

Depois de ter posto fim a 20 anos de hegemonia dos conservadores com a eleição do moderado Maurício Funes, em 2009, a Frente Farabundo Marti para a Libertação Nacional apresentou a candidatura do ex-comandante rebelde e atual vice-presidente Salvador Sánchez Céren, de 69 anos. Os seus desafios são lutar contra o aumento da criminalidade e uma elevada taxa de pobreza.

Salvador Sánchez disse que irá procurar ampliar as suas alianças políticas para a segunda volta, nomeadamente com o ex-presidente Antonio Saca, candidato da Unidade. "Vamos continuar a ampliar as nossas alianças, que não se decidiram antes unir-se a nós, vamos atrás deles", afirmou.

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João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.

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Rogério Casanova

Três mil anos de pesca e praia

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