Encontrados restos mortais de português na Venezuela

As autoridades venezuelanas confirmaram hoje que localizaram os restos mortais de um comerciante madeirense que estava desaparecido desde 25 de fevereiro, revelaram fontes policiais à agência Lusa.

"Ele foi assassinado, esquartejado e queimado, tendo sido identificado pela mandíbula", explicaram as fontes, indicando tratar-se do comerciante Júlio Vieira Chachá, 75 anos, cujos restos mortais foram localizados a 31 de março, num matagal em La Frágua, Los Teques, a 20 quilómetros a sul de Caracas.

Funcionários do Corpo de Investigações Científicas, Penais e Criminalísticas (Cicpc, a antiga Polícia Técnica Judiciária) iniciaram os trabalhos de pesquisa para identificar os autores do assassínio.

Segundo fontes da comunidade portuguesa local, o comerciante, proprietário do Centro Comercial La Macarena, foi visto pela última vez na noite de 25 de fevereiro, quando saía de um terreno, do qual era proprietário, numa viatura, na rua Junín, em Los Teques, capital do Estado de Miranda.

Alguns dias depois, funcionários da Polícia do Estado de Miranda localizaram a viatura, a qual foi submetida a exames, no sentido de verificar se existem eventuais impressões digitais que possam vir a servir para identificar os autores do crime.

De acordo com as mesmas fontes, não houve qualquer contato com os familiares com vista ao pagamento de um resgate.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Opinião

Os irados e o PAN

A TVI fez uma reportagem sobre um grupo de nome IRA, Intervenção e Resgate Animal. Retirados alguns erros na peça, como, por exemplo, tomar por sério um vídeo claramente satírico, mostra-se que estamos perante uma organização de justiceiros. Basta, aliás, ir à página deste grupo - que tem 136 000 seguidores - no Facebook para ter a confirmação inequívoca de que é um grupo de gente que despreza a lei e as instituições democráticas e que decidiu fazer aquilo que acha que é justiça pelas suas próprias mãos.

Premium

Margarida Balseiro Lopes

Falta (transparência) de financiamento na ciência

No início de 2018 foi apresentado em Portugal um relatório da OCDE sobre Ensino Superior e a Ciência. No diagnóstico feito à situação portuguesa conclui-se que é imperativa a necessidade de reformar e reorganizar a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), de aumentar a sua capacidade de gestão estratégica e de afastar o risco de captura de financiamento por áreas ou grupos. Quase um ano depois, relativamente a estas medidas que se impunham, o governo nada fez.