Diretores do serviço de informações militar vão sair

O diretor da agência de informações militar dos EUA (DIA, na sigla em inglês), o general Michael Flynn, e o seu adjunto, vão abandonar as suas funções, indicou ontem o Pentágono.

O jornal Washington Post atribui a saída a uma gestão controversa da agência.

Flynn e o adjunto, David Shedd, "anunciaram hoje [ontem] formalmente a sua intenção de se reformarem este ano", adiantou o Pentágono, em comunicado, adiantando que a decisão "estava prevista desde há algum tempo".

A sua partida deve ocorrer "no início do outono", confirmou a DIA à agência noticiosa AFP.

O Washington Post avançou que os dois homens foram forçados a sair, depois de terem "semeado o caos" na agência com a sua gestão controversa das equipas.

O general Flynn teria mesmo entrado em conflito com a subsecretária da Defesa, encarregada das informações, Michael Vickers.

Depois de uma década de guerras no Iraque e Afeganistão, a DIA procura regressar à sua missão tradicional de reunir informação de caráter militar e estender a sua rede no estrangeiro.

O Washington Post avançou o nome da general Mary Legere para o cargo, o que a confirmar-se seria a primeira mulher a desempenhar a função.

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Henrique Burnay

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