Colocada espiral no topo do One World Trade Center

Foi hoje içada uma das peças finais da antena que ocupará o topo do edifício One World Trade Center, deixando-o assim mais perto da sua conclusão. Mais tarde, será finalizada a instalação desta antena.

A antena terá funções de emissão e servirá para substituir transmissões públicas televisivas e frequências radiofónicas que foram destruídas a 11 de Setembro de 2011, juntamente com as duas torres do World Trade Center.

Esta antena vem levantar no entanto algumas questões sobre a altura real do arranha-céus, levando a um debate sobre o facto de os seus 125 metros contarem ou não como parte legítima do edifício. Mesmo sem a antena, que esteve para ser içada na segunda-feira e não o foi devido às condições meteorológicas, o One World Trade Center era já o edifício mais alto na cidade de Nova Iorque, com cerca de 415 metros de altura.

Kevin Brass, responsável pelas relações públicas do Council on Tall Buildings and Urban Habitat, disse em declarações ao jornal The Guardian que os critérios são bastante específicos: "Incluímos pináculos e não antenas. Se isto é uma antena, não será parte da medição de altura." O One World Trade Center é o 6.º edifício mais alto do mundo em construção, segundo o Council on Tall Buildings and Urban Habitat.

O novo arranha-céus foi construído no local do Ground Zero, em Nova Iorque, onde outrora estiveram as duas torres do World Trade Center e a sua inauguração está prevista para 2014.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ricardo Paes Mamede

O populismo entre nós

O sucesso eleitoral de movimentos e líderes populistas conservadores um pouco por todo o mundo (EUA, Brasil, Filipinas, Turquia, Itália, França, Alemanha, etc.) suscita apreensão nos países que ainda não foram contagiados pelo vírus. Em Portugal vários grupúsculos e pequenos líderes tentam aproveitar o ar dos tempos, aspirando a tornar-se os Trumps, Bolsonaros ou Salvinis lusitanos. Até prova em contrário, estas imitações de baixa qualidade parecem condenadas ao fracasso. Isso não significa, porém, que o país esteja livre de populismos da mesma espécie. Os riscos, porém, vêm de outras paragens, a mais óbvia das quais já é antiga, mas perdura por boas e más razões - o populismo territorial.

Premium

João Gobern

Navegar é preciso. Aventuras e Piqueniques

Uma leitura cruzada, à cata de outras realidades e acontecimentos, deixa-me diante de uma data que, confesso, chega e sobra para impressionar: na próxima semana - mais exatamente a 28 de novembro - cumpre-se meio século sobre a morte de Enid Blyton (1897-1968). Acontece que a controversa escritora inglesa, um daqueles exemplos que justifica a ideia que cabe na expressão "vícios privados, públicas virtudes", foi a minha primeira grande referência na aproximação aos livros. Com a ajuda das circunstâncias, é certo - uma doença, chata e "comprida", obrigou-me a um "repouso" de vários meses, longe da escola, dos recreios e dos amigos nos idos pré-históricos de 1966. Esse "retiro" foi mitigado em duas frentes: a chegada de um televisor para servir o agregado familiar - com direito a escalas militantes e fervorosas no Mundial de Futebol jogado em Inglaterra, mas sobretudo entregue a Eusébio e aos Magriços, e os livros dos Cinco (no original The Famous Five), nada menos do que 21, todos lidos nesse "período de convalescença", de um forma febril - o que, em concreto, nada a tinha que ver com a maleita.

Premium

Henrique Burnay

O momento Trump de Macron

Há uns bons anos atrás, durante uns dias, a quem pesquisasse, no Yahoo ou Google, já não me lembro, por "great French military victories" era sugerido se não quereria antes dizer "great French military defeats". A brincadeira de algum hacker com sentido de ironia histórica foi mais ou menos repetida há dias, só que desta vez pelo presidente dos Estados Unidos, depois de Macron ter dito a frase mais grave que podia dizer sobre a defesa europeia. Ao contrário do hacker de há uns anos, porém, nem o presidente francês nem Donald Trump parecem ter querido fazer humor ou, mais grave, percebido a História e o presente.