Colocada espiral no topo do One World Trade Center

Foi hoje içada uma das peças finais da antena que ocupará o topo do edifício One World Trade Center, deixando-o assim mais perto da sua conclusão. Mais tarde, será finalizada a instalação desta antena.

A antena terá funções de emissão e servirá para substituir transmissões públicas televisivas e frequências radiofónicas que foram destruídas a 11 de Setembro de 2011, juntamente com as duas torres do World Trade Center.

Esta antena vem levantar no entanto algumas questões sobre a altura real do arranha-céus, levando a um debate sobre o facto de os seus 125 metros contarem ou não como parte legítima do edifício. Mesmo sem a antena, que esteve para ser içada na segunda-feira e não o foi devido às condições meteorológicas, o One World Trade Center era já o edifício mais alto na cidade de Nova Iorque, com cerca de 415 metros de altura.

Kevin Brass, responsável pelas relações públicas do Council on Tall Buildings and Urban Habitat, disse em declarações ao jornal The Guardian que os critérios são bastante específicos: "Incluímos pináculos e não antenas. Se isto é uma antena, não será parte da medição de altura." O One World Trade Center é o 6.º edifício mais alto do mundo em construção, segundo o Council on Tall Buildings and Urban Habitat.

O novo arranha-céus foi construído no local do Ground Zero, em Nova Iorque, onde outrora estiveram as duas torres do World Trade Center e a sua inauguração está prevista para 2014.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ferreira Fernandes

Conhecem a última anedota do Brexit?

Quando uma anedota é uma anedota merece ser tratada como piada. E se a tal anedota ocupa um importante cargo histórico não pode ser levada a sério lá porque anda com sapatos de tigresa. Então, se a sua morada oficial é em Downing Street, o nome da rua - "Downing", que traduzido diz "cai, desaba, vai para o galheiro..." - vale como atual e certeira análise política. Tal endereço, tal país. Também o número da porta de Downing Street, o "10", serve hoje para fazer interpretações políticas. Se o algarismo 1 é pela função, mora lá a primeira-ministra, o algarismo 0 qualifica a atual inquilina. Para ser mais exato: apesar de ela ser conservadora, trata-se de um zero à esquerda. Resumindo, o que dizer de uma poderosa governante que se expõe ao desprezo quotidiano do carteiro?

Premium

Adolfo Mesquita Nunes

A escolha de uma liberdade

A projeção pública da nossa atividade, sobretudo quando, como é o caso da política profissional, essa atividade é, ela própria, pública e publicamente financiada, envolve uma certa perda de liberdade com que nunca me senti confortável. Não se trata apenas da exposição, que o tempo mediático, por ser mais veloz do que o tempo real das horas e dos dias, alargou para além da justíssima sindicância. E a velocidade desse tempo, que chega a substituir o tempo real porque respondemos e reagimos ao que se diz que é, e não ao que é, não vai abrandar, como também se não vai atenuar a inversão do ónus da prova em que a política vive.

Premium

Marisa Matias

Penalizações antecipadas

Um estudo da OCDE publicado nesta semana mostra que Portugal é dos países que mais penalizam quem se reforma antecipadamente e menos beneficia quem trabalha mais anos do que deve. A atual idade de reforma é de 66 anos e cinco meses. Se se sair do mercado de trabalho antes do previsto, o corte é de 36% se for um ano e de 45%, se forem três anos. Ou seja, em três anos é possível perder quase metade do rendimento para o qual se trabalhou uma vida. As penalizações são injustas para quem passou, literalmente, a vida toda a trabalhar e não tem como vislumbrar a possibilidade de deixar de fazê-lo.

Premium

Maria Antónia de Almeida Santos

O planeta dos sustentáveis 

Ao ambiente e ao planeta já não basta a simples manifestação da amizade e da esperança. Devemos-lhes a prática do respeito. Esta é, basicamente, a mensagem da jovem e global ativista Greta Thunberg. É uma mensagem positiva e inesperada. Positiva, porque em matéria de respeito pelo ambiente, demonstra que já chegámos à consciencialização urgente de que a ação já está atrasada em relação à emergência de catástrofes como a de Moçambique. Inesperada (ao ponto do embaraço para todos), pela constatação de que foi a nossa juventude, de facto e pela onda da sua ação, a globalizar a oportunidade para operacionalizar a esperança.