Colocada espiral no topo do One World Trade Center

Foi hoje içada uma das peças finais da antena que ocupará o topo do edifício One World Trade Center, deixando-o assim mais perto da sua conclusão. Mais tarde, será finalizada a instalação desta antena.

A antena terá funções de emissão e servirá para substituir transmissões públicas televisivas e frequências radiofónicas que foram destruídas a 11 de Setembro de 2011, juntamente com as duas torres do World Trade Center.

Esta antena vem levantar no entanto algumas questões sobre a altura real do arranha-céus, levando a um debate sobre o facto de os seus 125 metros contarem ou não como parte legítima do edifício. Mesmo sem a antena, que esteve para ser içada na segunda-feira e não o foi devido às condições meteorológicas, o One World Trade Center era já o edifício mais alto na cidade de Nova Iorque, com cerca de 415 metros de altura.

Kevin Brass, responsável pelas relações públicas do Council on Tall Buildings and Urban Habitat, disse em declarações ao jornal The Guardian que os critérios são bastante específicos: "Incluímos pináculos e não antenas. Se isto é uma antena, não será parte da medição de altura." O One World Trade Center é o 6.º edifício mais alto do mundo em construção, segundo o Council on Tall Buildings and Urban Habitat.

O novo arranha-céus foi construído no local do Ground Zero, em Nova Iorque, onde outrora estiveram as duas torres do World Trade Center e a sua inauguração está prevista para 2014.

Ler mais

Premium

João Gobern

País com poetas

Há muito para elogiar nos que, sem perspectivas de lucro imediato, de retorno garantido, de negócio fácil, sabem aproveitar - e reciclar - o património acumulado noutras eras. Ora, numa fase em que a Poesia se reergue, muitas vezes por vias "alternativas", de esquecimentos e atropelos, merece inteiro destaque a iniciativa da editora Valentim de Carvalho, que decidiu regressar, em edições "revistas e aumentadas", ao seu magnífico espólio de gravações de poetas. Originalmente, na colecção publicada entre 1959 e 1975, o desafio era grande - cabia aos autores a responsabilidade de dizerem as suas próprias criações, acabando por personalizá-las ainda mais, injectando sangue próprio às palavras que já antes tinham posto ao nosso dispor.