Cinzas das Torres Gémeas provocaram cancro

Um estudo publicado terça-feira pelo governo dos Estados Unidos, que descartou a ligação entre os ataques às Torres Gémeas e o cancro, motivou hoje a indignação de associações de vítimas do 11 de setembro, noticia a Efe.

Várias associações de afectados do 11 de setembro alegam que várias pessoas que participaram nas operações de resgate e limpeza do 'Ground Zero', em Nova Iorque, desenvolveram doenças cancerígenas. As associações pretendem que as autoridades incluam o cancro na lista de doenças relacionadas com o atentado de forma a poderem receber ajudas públicas para custear os tratamentos. "Não é preciso ser médico ou especialista para perceber que existe uma relação direta entre os casos de cancro e os fumos e cinzas do 11 de setembro", afirmou John Feal, presidente da 'FealGood', uma fundação que defende os direitos dos socorristas que intervieram nos resgates do 11 de setembro de 2001.

O responsável da 'FealGood' referiu que, só durante este ano, assistiu ao funeral de 53 pessoas que morreram vítimas de doenças contraídas depois do 11 de setembro, dos quais dois foram por problemas respiratórios e os restantes por diferentes tipos de cancro. Um estudo, divulgado na terça-feira, da autoria do Instituto Nacional para a Segurança e Saúde Ocupacional, defendeu que "não existem provas suficientes para que se possa associar o cancro aos problemas de saúde" relacionados com as Torres Gémeas. "Enquanto se continuar a publicar conclusões e investigações, continuaremos a fazer revisões periódicas sobre o cancro para o Programa de Saúde do World Trade Centre", explicou o autor do estudo, Jonh Howard.

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