Chávez submetido a tratamentos "extremamente difíceis"

O Presidente da Venezuela, Hugo Chávez, está a ser submetido a tratamentos "extremamente complexos e difíceis" em Cuba, país onde se encontra hospitalizado desde dezembro de 2012, disse na quarta-feira o vice-Presidente venezuelano, Nicolás Maduro.

"O nosso comandante está a ser submetido a tratamentos adicionais, como já informámos, sendo estes altamente complexos e difíceis", disse o vice-Presidente venezuelano numa cerimónia transmitida pela televisão pública, depois de voltar de Cuba.

Nicolás Maduro, segundo avança a EFE, disse ainda que Chávez está a assimilar, como o próprio diria, "um espírito de batalha", acrescentando que são "tratamentos complexos que deverão, em algum momento, encerrar o ciclo de tratamento" da doença do Presidente venezuelano.

Chávez foi operado no passado dia 11 de dezembro a um tumor na zona pélvica, cuja natureza não foi divulgada, numa cirurgia com complicações originadas por uma hemorragia que resultaram em momentos "difíceis" para o chefe de Estado venezuelano.

Na última informação divulgada sobre o quadro clínico de Chávez, a 26 de janeiro, o ministro Ernesto Villegas disse que evolução era "favorável", depois da superação de uma grave infeção respiratória, apesar de se manter "algum grau de insuficiência respiratória".

Chávez, com 58 anos e no poder desde 1999, não foi visto nem ouvido desde 10 de dezembro de 2012, quando a televisão pública venezuelana exibiu imagens suas pouco antes de partir para a operação.

Ler mais

Premium

João Gobern

País com poetas

Há muito para elogiar nos que, sem perspectivas de lucro imediato, de retorno garantido, de negócio fácil, sabem aproveitar - e reciclar - o património acumulado noutras eras. Ora, numa fase em que a Poesia se reergue, muitas vezes por vias "alternativas", de esquecimentos e atropelos, merece inteiro destaque a iniciativa da editora Valentim de Carvalho, que decidiu regressar, em edições "revistas e aumentadas", ao seu magnífico espólio de gravações de poetas. Originalmente, na colecção publicada entre 1959 e 1975, o desafio era grande - cabia aos autores a responsabilidade de dizerem as suas próprias criações, acabando por personalizá-las ainda mais, injectando sangue próprio às palavras que já antes tinham posto ao nosso dispor.