Centenas de apoiantes (e críticos) no funeral de 'Baby' Doc

O funeral de Jean-Claude Duvalier, o antigo ditador haitiano conhecido como 'Baby Doc', atraiu centenas de nostálgicos de regime mas também críticos, que protestaram à porta da capela contra as violações dos direitos humanos durante os 15 anos que esteve no poder.

O funeral, sem honras de Estado, foi celebrado na pequena capela da sua antiga escola. Ex-ministros e simpatizantes do regime prestaram homenagem ao antigo líder haitiano, que morreu há uma semana, vítima de ataque cardíaco, em Port-au-Prínce. Tinha 63 anos.

Apesar de ser considerado próximo de figuras dos anos Duvalier, o Presidente Michel Martelly não esteve presente no funeral, nem o primeiro ministro Laurent Lamothe.

Os defensores do regime lembraram "um dos maiores presidentes do país", sob um coro de aplausos. "Duvalier foi um grande homem da história do Haiti", disse um homem próximo do caixão, coberto com a bandeira do país.

Para as organizações dos direitos humanos, Duvalier foi um líder brutal que dirigiu o Haiti com mão de ferro durante 15 anos, de 1971 a 1986, usando a violência para controlar os ínimigos políticos. "Baby Doc" herdou aos 19 anos o poder do seu pai, François Duvalier, conhecido como "Papa Doc".

Uma dúzia de jovens, com camisas vermelhas, vaiaram o cortejo fúnebre, composto por carros de luxo e ladeado por veículos da polícia. "Duvalier é um criminoso, não vai para o céu Queimem Duvalier, decapitem-no", gritaram. Outros manifestantes, que foram mantidos à distância pelas autoridades, gritavam "Duvalier assassino":

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