Igreja Católica diz que vai libertar mais 7 presos políticos

A Igreja Católica de Cuba anunciou hoje, sexta-feira, a libertação e posterior exílio em Espanha de mais sete presos políticos, dos quais não figura nenhum dos cinco detidos de consciência do "Grupo dos 75", dissidentes condenados na "Primavera Negra" de 2003.

O Arcebispado de Havana anunciou em comunicado, citado pela agência Efe, a saída, em breve, da prisão de Lázaro Ricardo Chacón Ordóñez, Luis Caro Chávez, Antonio Rodríguez Almaguer, Agustín Cervantes García, Ricardo Galván Casal, Luis Mariano Delis Utria e Yoel Rodríguez Izquierdo. Cinco desses sete reclusos aparecem nas lista dos presos políticos da Comissão Cubana dos Dereitos Humanos e Reconciliação Nacional (CCDHRN), com penas que vão dos 2 aos 21 anos, por delitos relacionados com violência, pirataria, desacato à autoridade e saída ilegal da ilha de Cuba.

Cervantes García e Galván Casal foram detidos em 2009, tendo o primeiro sido condenado a dois anos de cadeia pelo delito de "ameaças" e o segundo a três anos por "resistência e danos". Entre o grupo que vai ser libertado, Chacón Ordóñez, detido em 1993, era o que cumpria a pena mais pesada, 21 anos, pelo crime de pirataria. Até ao momento, são 85 os presos cubanos que aceitaram ir para Espanha para sair da prisão. Entre estes, 40 são do "Grupo dos 75", considerados prisioneros de consciência pela Amnistia Internacional.

O governo cubano comprometeu-se no ano passado a libertar todos os presos do "Grupo dos 75" que ainda estavam na prisão (52 naquela altura), após um diálogo inédito com a Igreja Católica apoiado pelo governo de Espanha.

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