Hugo Chávez manifesta apoio a "Carlos, o Chacal"

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, afirmou ontem que está a observar atentamente o julgamento em Paris de "Carlos, o Chacal", para garantir que os seus direitos serão respeitados. E ainda classificou o arguido como "um digno seguidor das maiores lutas" dos povos.

"Carlos, o Chacal", de origem venezuelana, foi já condenado a prisão perpétua pelo homicídio de três homens, incluindo dois polícias, em 1997. Como disse numa entrevista recente, reivindicou mais de 100 ataques, que terão provocado entre "1500 e 2000 mortos".

No entanto, garante que está inocente relativamente aos quatro atentados - que causaram 11 mortos e 150 feridos em França há quase 30 anos - por que está agora a ser julgado em Paris.

O presidente venezuelano comentou ontem o caso afirmando que Ilich Ramirez Sanchez, o nome verdadeiro de "o Chacal", não é um terrorista, mas sim um "combatente revolucionário", segundo a AP.

"Não podemos permitir que qualquer venezuelano, acusado seja lá do que for, veja os seus direitos violados em qualquer país do mundo", afirmou Chávez.

Estas declarações foram feitas pouco depois de vários apoiantes de "Carlos, o Chacal", terem organizado uma manifestação em Caracas, exigindo a sua libertação afirmando "Ele não é um terrorista, é um comunista".

O protesto, segundo o jornal Washington Post, incluiu activistas do Partido Comunista venezuelano e foi encabeçado por Vladimir Ramirez, o irmão mais novo de Carlos.

"Não é um julgamento que hoje começa", disse Vladimir na manifestação. "É uma cerimónia organizada para condenar Ilich a mais 30 anos, para que ele morra na prisão".

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