Homenagem a Aristides Sousa Mendes em Nova Iorque

A inauguração de uma exposição dedicada a Aristides de Sousa Mendes juntará no domingo, em Nova Iorque, um neto e descendentes de judeus salvos da perseguição nazi pelo cônsul de Portugal em Bordéus na II Grande Guerra.

Para João Crisóstomo, da Fundação Sousa Mendes, a exposição no The Holocaust Memorial and Tolerance Center do condado de Nassau é "de longe a melhor" até hoje dedicada ao diplomata português, que salvou milhares de judeus, passando-lhes vistos que lhes permitiram transitar na Europa, até conseguirem abandonar o continente.

"Mesmo antes da sua abertura, a exposição está já agendada para ser repetida, não só aqui nos Estados Unidos, como também na Europa", disse à Lusa João Crisóstomo, um dos principais ativistas da divulgação do nome de Sousa Mendes em terras norte-americanas. A exposição interliga a história do cônsul português com a dos refugiados judeus, ao mesmo tempo que apresenta os principais eventos da II Guerra Mundial, de acordo com os organizadores.

Promovida pela Fundação Sousa Mendes, a exposição estará aberta ao público entre domingo, 6 de Fevereiro, e 26 de Março. O Centro, situado em Glen Cove, Long Island, é uma instituição didática integralmente dedicada ao Holocausto.

Segundo organizações judaicas, Sousa Mendes terá salvo perto de 30 mil pessoas em 1940. O diplomata foi declarado um "Justo entre as Nações" pela Yad Vashem, a autoridade judaica sobre heróis e mártires do Holocausto.

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