Homem acusado de enviar carta envenenada foi libertado

Um homem acusado do envio de uma carta envenenada para a Casa Branca foi libertado na terça-feira, no mesmo dia em que uma outra missiva foi dirigida a uma base aérea, que se provou inofensiva.

Paul Kevin Curtis, de 45 anos, foi detido pela polícia federal (FBI) na sua casa, em Corinto, no Estado do Mississippi, na última semana e acusado de ameaçar a vida do Presidente.

O seu advogado insistiu na terça-feira que o FBI deteve a pessoa errada, acrescentando que não encontraram nada na casa de Curtis nem no seu computador que o pudesse ligar às cartas. "Mantivemos desde o início (...) que Kevin Curtis está absolutamente 100% inocente", afirmou Christi McCoy à CNN.

"O caso ainda não foi anulado, mas obviamente que sentimo-nos melhor em relação a ele do que por esta altura ontem", acrescentou.

Os EUA permanecem sob tensão depois do atentado mortal na passada semana, na maratona de Boston, e a carta destinada na terçafeira para a base aérea de Bolling, nos arredores de Washington, causou preocupação.

O senador Harry Reid disse a jornalistas que a carta suspeita continha a mesma substância mortal -- rícino -- de outras três que foram intercetadas no seu percurso para o Presidente norte-americano, Barack Obama, um senador e um dirigente do Estado do Mississippi na semana passada.

Apesar de os testes iniciais terem detetado "possíveis toxinas biológicas" durante uma inspeção de rotina, investigação posterior "não encontrou pacotes ou cartas que suscitassem suspeita", revelaram os serviços de informação militares (DIA), cujas instalações centrais são em Bolling.

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