General americano admite tropas de combate no Iraque

O general Martin Dempsey declarou, durante uma audição no Senado, que poderão ser necessárias tropas americanas no Iraque para guiar os ataques aéreos contra posições jihadistas. A afirmação do mais alto graduado militar americano contradiz as declarações do Presidente Barack Obama sobre o não envio de tropas para o terreno.

"Ele (Barack Obama) pediu-me para lhe referir caso por caso", disse o general aos senadores ao revelar a possibilidade de os EUA enviarem conselheiros militares para a frente de combate no Iraque com o objetivo de ajudar aos ataques aéreos contra o Estado Islâmico (EI).

Centenas de conselheiros militares americanos estão já a ser enviados para o Iraque como parte da nova estratégia de Washington para derrotar o EI.

O secretário da Defesa americano, Chuck Hagel, que também compareceu perante a Comissão das Forças Armadas do Senado ao mesmo tempo que Dempsey, recordou que os EUA estão em "guerra com o EI, tal como estamos com a al-Qaeda. Este plano [estratégia de Obama] inclui ações contra os feudos do EI na Síria, incluindo o seu comando e control, capacidades logísticas e infraestruturas". Logo, se para isso for necessário enviar tropas americanas a acompanhar as iraquianas, nenhum dos dois responsáveis hesita em aconselhar a inciativa a Obama.

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