Família de Foley tentou pagar resgate, arriscando prisão

Estado Islâmico pediu cem milhões de euros para libertar o jornalista, mas família queria negociar. Se pagasse, poderia ser acusada de financiar o terrorismo. Operação de resgate em julho falhou porque os reféns tinham sido mudados

A família do jornalista norte-americano James Foley, que foi raptado em 2012 na Síria e morto nesta semana pelo Estado Islâmico (EI), estava disposta a pagar um resgate pela sua libertação e arriscar responder pelo crime de financiamento ao terrorismo nos EUA. Os jihadistas pediram inicialmente cem milhões de euros para libertar Foley, mas a família acreditava que se conseguissem juntar cinco milhões de dólares (pouco menos de quatro milhões de euros) isso seria suficiente.

"Estávamos a angariar fundos, mas nunca houve negociações", disse o responsável pelo Global Post, Philip Balboni, citado pelo jornal britânico The Telegraph. O site era um dos órgãos de informação para o qual Foley trabalhava. Apesar de ser ilegal transferir dinheiro para uma organização terrorista, tornando ilegal também qualquer pagamento de resgate, a família estava convencida - depois de procurar aconselhamento legal e contactar o Governo - de que "não seria atirada para a prisão por tentar resgatar o seu filho", acrescentou Balboni.

O EI entrou em contacto com a família de Foley no outono, através de correio eletrónico, exigindo cem milhões de euros de resgate - e a libertação de prisioneiros muçulmanos detidos pelos EUA. Washington, tal como Londres, tem a política de não negociar com terroristas, ao contrário de países como a França que, negando fazê-lo, conseguiram a libertação dos seus reféns.

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