EUA retiram galardão a ativista egípcia

Washington retirou o Prémio Internacional de Mulheres de Coragem à ativista egípcia Samira Ibrahim, depois de ter descoberto mensagens antissemitas na sua conta no Twitter, informou, esta quinta-feira, o Departamento de Estado.

Samira Ibrahim, que denunciou a realização de "testes de virgindade" impostos a manifestantes detidas, era uma das líderes e ativistas reconhecidas, este ano, pelo Departamento de Estado norte-americano, para receber, esta sexta-feira, a distinção, coincidindo com o Dia Internacional da Mulher.

Segundo anunciou o Departamento de Estado norte-americano, a entrega do seu prémio fica adiada, enquanto as autoridades investigam as referidas mensagens publicadas na rede social, pelo que Ibrahim não estará presente na cerimónia, presidida pelo secretário de Estado, John Kerry, e pela primeira-dama, Michelle Obama.

"Nós, como Departamento, demo-nos conta muito tarde dos alegados comentários públicos de Samira Ibrahim", explicou, esta quinta-feira, a porta-voz do Departamento de Estado, Victoria Nuland, em conferência de imprensa.

Ibrahim, que já se encontrava nos Estados Unidos, quando surgiu a polémica afirmou que a sua conta no Twitter foi alvo de pirataria tendo negado, de acordo com Nuland, "categoricamente a autoria" das mensagens.

Em julho do ano passado, depois de cinco turistas israelitas e de um motorista búlgaro terem morrido na sequência de um bombardeamento, um comentário difundido no seu Twitter dizia: Houve "uma explosão de um autocarro que transportava os israelitas do aeroporto de Burgas, na Bulgária, para o Mar Negro. Hoje é um dia muito doce. Com um monte de notícias muito doces".

Esta sexta-feira, nove mulheres líderes e ativistas recebem das mãos do chefe da diplomacia norte-americana o galardão.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG