EUA em conversações sobre sanções para a Ucrânia

O Governo dos EUA está a consultar legisladores para avaliar a possibilidade de aplicar sanções à Ucrânia, país a atravessar uma grave instabilidade política, revelou uma autoridade americana.

O secretário de Estado John Kerry também fez pressão junto do Presidente Viktor Yanukovych, mantendo uma chamada em conferência com os líderes da oposição de topo.

Várias autoridades norte-americanas advertiram já que Washington pode vir a impor sanções se Kiev optar por usar a força em larga escala para reprimir as manifestações de protestantes pró-europeus.

Os Estados Unidos têm "revogado os vistos de vários ucranianos implicados na violência contra manifestantes pacíficos", disse a porta-voz do Departamento de Estado, Jen Psaki, citada pela agência noticiosa AFP, sem nomear envolvidos."Estamos dispostos a considerar sanções. Não foi tomada nenhuma decisão", sublinhou aos jornalistas.

Dadas as preocupações sobre a crise política foram consultados membros do Congresso. O Presidente ucraniano, Viktor Ianukovitch, já tinha acusado hoje a oposição de "continuar a inflamar a situação" devido às "ambições políticas de alguns" dos seus chefes, mas admitiu a necessidade de reconhecer "os erros" das autoridades.

Dirigindo-se ao país através da página presidencial na internet, e na sequência de uma grave crise política que se prolonga desde finais de novembro, Ianukovitch censurou a oposição por "continuar a inflamar a situação", após a recusa dos seus líderes em apoiar uma lei de amnistia aprovada na noite de quarta-feira no parlamento. No entanto, e pela primeira vez, admitiu que as autoridades cometeram erros.

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