Estudante em greve de fome suturou a boca

Um estudante universitário venezuelano, Villa Fernández, em greve de fome junto da sede do Programa da ONU para o Desenvolvimento em Caracas, suturou hoje com dois pontos o lado esquerdo da boca para exigir resposta das autoridades aos grevistas.

"É incrível que tenhamos que chegar a este nível para ser ouvidos por um Governo que bloqueia as liberdades. Presidente (Hugo) Chávez, dissemos-lhe que não tínhamos medo e estamos a demonstrá-lo, dissemos-lhe que chegaríamos às últimas consequências e estamos a fazê-lo", disse.

Por outro lado, sublinhou que pertence a "um movimento estudantil e juvenil sumamente sério".

"O nosso futuro e a nossa democracia ninguém nos vai tirar, hoje decidi selar a boca para fazer abrir a boca de milhares de venezuelanos, não pense que o movimento estudantil tem medo", referiu o estudante.

O jovem centrou o seu discurso nas acusações ao Presidente venezuelano de ter "uma política destrutiva" para o país, vincando que cada dia "há mais insegurança, mais escassez de alimentos".

Por outro lado, advertiu os venezuelanos que "chegou a hora de lutar pela democracia, pela liberdade, pelo futuro" e anunciou que nas próximas hora outro estudante vai coser a boca, e que a cada 24 horas um novo companheiro fará o mesmo.

Há 27 dias que um grupo de estudantes se declarou em greve de fome, em Caracas, para exigir uma melhoria no orçamento das universidades, a aprovação de subsídios estudantis, o aumento de bolsas de estudo e o reconhecimento e pagamento de dívidas com o setor universitário desde 1998.

Atualmente, existem 50 pessoas em greve de fome, entre estudantes e professores em cinco regiões do país.

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