Embaixada dos EUA espiou governantes israelitas

A embaixada dos Estados Unidos em Tel Aviv, Israel, terá alugado um apartamento em 2007 em frente à casa do ex-ministro da Defesa israelita, onde instalou "uma grande quantidade de material eletrónico" alegadamente para o vigiar.

A notícia é avançada por um jornal israelita, o Yediot Aharonot, e fez crescer ainda mais o coro de críticas aos norte-americanos, depois de na sexta-feira o norte-americano The New York Times ter noticiado, com base em documentos da NSA (agência de segurança norte-americana), que EUA e Reino Unido terão escutado as comunicações de Ehud Olmert, ex-primeiro-ministro de Israel, e de Ehud Barak, ex-ministro da Defesa e também ele um ex-primeiro-ministro do país.

Hoje, o ministro dos Assuntos Estratégicos de Israel, Yuval Steinitz, considerou inaceitável a alegada espionagem dos serviços secretos britânicos e norte-americanos, dizendo que os israelitas não espiam o presidente dos EUA, Barack Obama, e a Casa Branca, e diz que as regras são claras nesse aspeto e devem ser respeitadas.

A deputada israelita Nachman Shai, que foi diplomata nos Estados Unidos na década de 1980, exigiu um debate sobre o tema na comissão parlamentar de Negócios Estrangeiros e Defesa.

Estas notícias vieram também relançar os pedidos de libertação do espião israelita Jonathan Pollard, que foi preso e condenado a prisão perpétua em Washington em 1985, por passar milhares de documentos secretos com informações sobre as atividades de espionagem dos norte-americanos no mundo árabe, enquanto especialista na marinha norte-americana.

Um deputado do Likud, partido do atual primeiro-ministro israelita, diz que é muito grave se estas afirmações se confirmarem, e que assim Jonathan Pollard deveria ser libertado de imediato.

Após a prisão do espião israelita, Estados Unidos e Israel assinaram um acordo em que estabeleciam que não iriam espiar-se mutuamente.

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