Divulgados documentos sobre crimes sexuais nos escuteiros

O tribunal ordenou a divulgação de milhares de documentos que expõem mais de 25 anos de abusos sexuais na organização Boy Scouts of America.

Na quinta-feira, 14 mil páginas de documentos sobre esse passado dos escuteiros norte-americanos foram tornados públicos, com informações sobre mais de 1200 pessoas ligadas à organização que terão cometido crimes sexuais entre 1965 e 1985. Pensa-se, no entanto, que os abusos de menores na Boy Scout of America terão começado na decada de 1920.

Conhecidos como "arquivo da perversão", estes documentos estavam na posse de um escritório de advogados desde que, em 2010, foram usados como prova num processo judicial contra um guia escuteiro que terá abusado sexualmente de um jovem na década de 1980. Durante o julgamento soube-se que o homem havia já confessado à polícia ter abusado de outras 17 crianças do grupo. No entanto, não foram feitas acusações contra ele e a Boy Scouts of America permitiu que este se mantivesse na organização. Terá então ocorrido o caso que chegou à justiça.

Após ordem do tribunal, o escritório de advogados divulgou na Internet toda esta documentação - que inclui troca de mensagens entre os responsáveis da Boy Scout com alguns detalhes acerca dos abusos. Em média, conclui-se, cada pedófilo terá abusado de 5 a 25 escuteiros.

O líder da Boy Scout of America, Wayne Perry, pediu desculpa às vítimas e admitiu que a luta contra a pedofilia foi "insuficiente, inapropriada ou equívoca". A organização tentou manter os documentos em segredo para preservar o seu nome.

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