Dilma convoca reunião de emergência para avaliar protestos

A Presidente do Brasil, Dilma Rousseff, marcou uma reunião de emergência com o ministro da Justiça, Eduardo Cardozo, após mais uma noite de protestos que reuniu cerca de um milhão de pessoas em todo o país.

O encontro consta na agenda oficial de Dilma Rousseff, divulgada no final da noite de quinta-feira (madrugada de sexta-feira em Lisboa) pela assessoria da Presidência da República.

A líder brasileira já havia cancelado esta quinta-feira a viagem oficial de uma semana que faria ao Japão, a partir do próximo domingo. A justificativa, de acordo com seus assessores, era de que Dilma Rousseff preferiu não deixar o país nesse momento.

De acordo com a imprensa brasileira, outros ministros também foram convocados para a reunião, na qual a líder brasileira deverá avaliar a proporção e o alcance dos atos que terminaram com episódios de vandalismo e violência em algumas cidades, incluindo Brasília e Rio de Janeiro.

O vice-presidente, Michel Temer, e o presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Alves, que estavam em visita à Rússia, anteciparam os seus regressos ao país e chegaram esta noite a Brasília.

As manifestações, que começaram no início de junho, foram originalmente convocadas para protestar contra o aumento da tarifa do transporte público.

Os atos ganharam força após imagens de repressão policial na semana passada, tendo reunido mais 65 mil pessoas, em São Paulo, e 100 mil pessoas, no Rio de Janeiro, na última segunda-feira.

A crescente adesão ao movimento fez com que uma série de cidades brasileiras revogasse o aumento das tarifas na quarta-feira à noite.

O anúncio, no entanto, não foi o suficiente para conter as insatisfações e os protestos que já estavam marcados para esta quinta-feira foram mantidos.

Somente no Rio de Janeiro, mais de 300 mil pessoas foram às ruas em uma passeata sem incidentes nas duas primeiras horas, mas que terminou com confrontos com polícias, focos de incêndio e instalações públicas depredadas no final da noite.

Em Brasília, um pequeno grupo de radicais tentou invadir o Palácio do Itamaraty, sede do Ministério das Relações Exteriores e uma das obras arquitetónicas mais importantes do capital brasileira, tendo sido contido com bombas de efeito e gás pimenta pela polícia.

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