Desacordo entre republicanos sobre teto da dívida

Os republicanos da Câmara de Representantes norte-americana não conseguiram alcançar um acordo sobre um projeto-lei, hoje apresentado internamente, que previa a reabertura da administração federal e tentava evitar a suspensão dos pagamentos governamentais já a partir de quinta-feira.

Após uma longa reunião, o presidente da Câmara de Representantes (câmara baixa do Congresso norte-americano), o republicano John Boehner, afirmou aos jornalistas que os membros da força política não tinham alcançado um acordo interno.

"Não tomámos qualquer decisão sobre o que vamos fazer", afirmou Boehner, assumindo, na mesma ocasião, o compromisso de "trabalhar" com os representantes das duas fações políticas, republicanos e democratas, para "tentar encontrar uma forma de avançar ainda hoje".

Vários meios de comunicação social norte-americanos divulgaram hoje que os republicanos da Câmara de Representantes estavam a trabalhar num plano que autorizava o financiamento temporário da administração norte-americana (orçamento federal) até 15 de janeiro de 2014 e o aumento do teto da dívida pública até ao próximo dia 07 de fevereiro.

Como contrapartida, os republicanos propunham atrasar a aplicação de um dos impostos previstos na reforma do sistema de saúde, patrocinada pelo Presidente norte-americana e conhecida como Obamacare, durante dois anos.

Esta reforma do sistema de saúde tem sido o principal ponto de discórdia entre democratas e republicanos.

A Casa Branca recusou de imediato este plano, com a porta-voz adjunta Amy Brundage a definir o projeto-lei como uma "tentativa partidária de apaziguar um pequeno grupo de republicanos do 'Tea Party' [a ala mais conservadora da força política] que forçou o encerramento da administração federal".

Segundo fontes do partido Republicano citadas pela estação de informação norte-americana CNN, Boehner não conseguiu reunir os apoios suficientes para votar hoje o projeto, como tinha inicialmente previsto.

Este projeto-lei estava a ser elaborado em paralelo com a proposta bipartidária que está a ser desenvolvida com os democratas no Senado (câmara alta do Congresso norte-americana).

A administração liderada pelo Presidente Barack Obama confia no êxito desta proposta bipartidária em negociação no Senado.

O chefe de Estado norte-americano vai hoje reunir-se com vários congressistas democratas para garantir o maior apoio possível caso esta proposta seja enviada e votada na Câmara de Representantes.

A paralisação parcial da administração federal norte-americana, devido à falta de um acordo orçamental no Congresso entre democratas e republicanos, entrou hoje no 15º dia.

O limite máximo da dívida autorizado pelo Congresso norte-americano é de 16.699 biliões de dólares (12.329 mil milhões de euros).

Este limite foi ultrapassado a 17 de maio e, desde então, o Departamento do Tesouro tem coberto os compromissos através de manobras contabilísticas, atrasos nos pagamentos e transferências de fundos fiduciários que se esgotam na próxima quinta-feira (dia 17 de outubro).

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