Decisão sobre Irmandade Muçulmana preocupa John Kerry

O Secretário de Estado norte-americano, John Kerry, manifestou hoje a sua "preocupação" pela decisão do Governo do Cairo em considerar terrorista a Irmandade Muçulmana.

A preocupação de John Kerry foi revelada pelo porta-voz do Departamento de Estado, Jen Psaki, e transmitida pelo governante numa conversa telefónica com o seu homólogo egípcio Nabil Fahmi a propósito dos recentes acontecimentos no país.

Na conversa entre os dois titulares dos Negócios Estrangeiros, Kerry sublinhou também a "necessidade de um processo político inclusivo que respeite os direitos humanos fundamentais de todos os egípcios para alcançar a estabilidade política e uma mudança democrática".

Ambos os políticos manifestaram o mesmo ponto de vista no que se referiu ao objetivo de não haver violência no Egito que tem uma população que "merece paz e calma".

O telefonema de Kerry acontece depois do Governo Egípcio ter declarado a Irmandade Muçulmana como grupo terrorista, acusando ainda a organização da responsabilidade do ataque na terça-feira contra uma esquadra de polícia que causou 16 mortos em Mansura, no delta do rio Nilo.

As autoridades proibiram também a distribuição do jornal "Liberdade e Justiça", do braço político da Irmandade Muçulmana criado em novembro de 2011.

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